sexta-feira, 16 de março de 2012

QUANDO O SOM DA TROMBETA ECOAR

Das poucas lembranças que guardo da primeira infância na zona rural de Itamari-Ba, as mais vivas remetam a melodias do Cantor Cristão que ecoavam do sobrado onde a igreja se reunia, na casa do irmão João Inácio, dono da fazenda. Depois, já morando na sede do município, passei a adolescência aprendendo outras músicas do hinário. Dentre elas, ficou gravada, pela voz maviosa do Pr. Osias Antônio Lima, a do hino 114, “A Vinda do Senhor”. A mensagem bíblica comunicada pela letra afirma: “Como foi para o céu, Jesus Cristo há de vir/Quando o som da trombeta ecoar/Quando a voz de um arcanjo no céu estrugir/Eu irei com Jesus me encontrar”. A nossa compreensão sobre a Volta de Cristo é limitada, mas a expectativa do encontro está fundamentada nas Escrituras e permite-nos viver a esperança da glória. 

Interessados em precisar o tempo da restauração de Israel, os discípulos aprenderam sobre a limitação das suas expectativas diante o fim: “Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade” (Atos 1:7). Quando contemplavam a ascensão do Senhor, os mesmos foram orientados pelos anjos: “Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (1:11). 

A atual conjuntura mundial nos apresenta uma ameaça: uma guerra química ou biológica torna-se uma possibilidade cada vez mais ameaçadora. O terrorismo e a violência urbana são feridas abertas para as quais não se consegue encontrar cura. Como disse Russel Shedd em sua Escatologia do Novo Testamento, estes são alguns eventos que despertam o interesse milenar pelos “tempos do fim”. 
Os seguidores de William Miller e Charles Russell nos Estados Unidos propuseram interpretações e datas para o retorno Jesus em 1918, 1925 e 1975. Também os pentecostais e grupos históricos fundamentalistas continuam investindo em previsões, embora seu discurso tenha perdido vigor. Podemos criticá-los de equivocados, desconhecedores da história ou conformistas na sua visão política. Devemos, no entanto, considerar suas perguntas e buscar respostas em nossa compreensão da fé cristã. 
De acordo com a Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira, o mal será completamente vencido e surgirão o novo céu e a nova terra para a eterna habitação dos remidos com Deus. Em cumprimento à sua promessa, Jesus Cristo voltará a este mundo, pessoal e visivelmente, em grande poder e glória. 
Por certo, o futuro não será continuação do presente. Na cruz, a fé antecipa o destruição do mal. Com a ressurreição tem início uma nova vida e uma nova criação. A Segunda Vinda trará a crise definitiva da história. “Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça” (2 Pe 3:13). 
Ninguém sabe o dia e a hora derradeira. A Bíblia não possui nenhum código secreto que permita desvendar os mistérios de Deus sobre o futuro. Assumindo a posição de filho, de servo, de humano, limitado, Jesus nos ensinou sermos incapazes de prever o futuro. Além disso, é infrutífera a elaboração de cálculos que estabeleçam um calendário para a vontade de Deus. “Quanto, porém, ao dia e à hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu nem o Filho, senão o Pai” (Mc 13:32). 
Vivemos o tempo da graça. Deus continua derramando seu amor e justiça no mundo. Enquanto esperamos a plenitude do Reino já inaugurado, contemplamos a longanimidade de Deus para com os perdidos. “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3:9). 
O sinal mais claro que aponta o fim é a evangelização universal do mundo. Para Jesus, catástrofes naturais, falsos profetas, traição e ódio dentro da comunidade de fé e conflitos mundiais são apenas o princípio das dores. A indicação mais eloquente dos últimos tempos é a expansão missionária mundial. “E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. (Mt 24:14). 
Mesmo o apóstolo Paulo também cultivou uma expectativa equivocada sobre os eventos escatológicos (1 Ts 4:15). Aprendemos com ele que a igreja, limitada diante do conhecimento do futuro, deve empoeirar os pés na terra tirando os olhos das nuvens. O que nos cabe agora é servir, amar, agir. O nosso tempo é hoje. Somente assim poderemos cumprir a missão de testemunhar o Evangelho no poder do Espírito. Paulo é um exemplo de fervor missionário como consequência da esperança da vinda de Cristo.

sexta-feira, 9 de março de 2012

REFLETINDO COM MAX WEBER SOBRE O FILME "A ONDA"




Tenho buscado oportunidade para discutir com os jovens e adolescentes da igreja sobre o avanço das tecnologias de comunicação ligadas à internet e a emergência do fenômeno das redes sociais. Dentre os temas deste debate, será necessário pontuar em que medida tem-se criado um espaço favorável à ascensão de “ditaduras virtuais” ou mesmo o ressurgimento de movimentos fascistas.

O filme A Onda é nossa proposta para arrazoar sobre o tema. Parti de impressões e percepções pessoais para construir uma leitura da película à luz do pensamento de Max Weber. Sou devedor aqui dos comentários do professor Erenildo João Carlos (UFPB)[1].

O longa-metragem é baseado numa história real ocorrida na Califórnia em 1967. Isso é um fator de atração pessoal. Aprecio muito produções desse tipo. A pesquisa, segundo matéria do Estadão[2], constou de entrevistas com os antigos garotos e garotas, hoje na faixa de 50 anos. Ambientou-se na escola e envolveu jovens secundaristas no contexto da atual Alemanha, antigo palco do terror nazista nos anos 30.

A contextualização histórica é provocativa. O autor, Dennis Gansel, afirma que ao ter viajado pelo país para divulgação do filme encontrou jovens perplexos e revoltados diante das exigências do mercado de trabalho sem qualificação e oportunidades. A reportagem do Estadão registrou ainda uma declaração sobre a exclusão social, um dos temas abordados na película: "No caso da Alemanha, a crise retirou recursos justamente de escolas que atendiam comunidades de imigrantes. Por princípio, já são os excluídos. As consequências disso talvez só vejamos daqui a alguns anos"[3].

Escolhi usar os óculos sociológicos de Max Weber pela abordagem clássica que faz da liderança carismática baseada na veneração do poder pessoal. Para este pensador alemão (1864-1920), o indivíduo e sua subjetividade estão no centro do objeto de estudo da sociedade, quer faça parte do cotidiano quer seja uma figura histórica. O indivíduo é o fundamento da ação social.

Os sujeitos sociais exercem controle uns sobre os outros. O motivo do sujeito e quem ele toma como referência são as duas características fundamentais do objeto de estudo da sociologia para Weber. A sociedade e a história são feitas pela ação intencional de um indivíduo sobre o outro. A relação social se dá entre indivíduos. As coisas são tão-somente os meios pelos quais os indivíduos se relacionam.

Weber considera que o sentido social da ação pode ter natureza racional, referente a fins e valores, e irracional, quanto à emoção e tradição. Assim emergem os tipos de dominação, a saber, racional (ou legal), tradicional e carismática. Ações subjetivas ou intersubjetivas podem disputar o controle legítimo da sociedade. Esta legitimidade dependerá da disposição coletiva em submeter-se a regras. Mas, a obediência às normas estabelecidas pode ser motivada pela irracionalidade da massa.

Gansel tem isso em mente quando defende: "se o líder é forte, carismático, as pessoas se anulam cada vez mais. É fácil seduzi-las com ideias de superioridade. Elas terminam por se eximir de sua responsabilidade. Passam a cumprir “ordens”, que são legitimadas pelo senso comum, como ocorreu na Alemanha, no passado. A Onda é sobre educação, deseducação, sobre responsabilidade social”[4].

Rainer Wegner, o professor do filme, inconscientemente deu vazão ao seu estado emocional. A experiência pedagógica que protagonizou permitiu o exercício do carisma pessoal. Os alunos reagiram favoravelmente à atitude autocrática, com poucas exceções. É próprio da juventude e tendência a aquiescer diante da ascensão líderes carismáticos. O uso dos mecanismos do fascismo pelo professor, como a ostentação do lema “força pela disciplina”, criou a “onda” de adesão que e veio a sair do controle levando à morte de um dos alunos.

Destaco dentre os personagens o aluno suicida. O isolamento social, a imersão na internet, o desajuste familiar aliaram-se para gerar as condições do suicídio. Esse tema perpassa o enredo. Ora em diálogos, ora em imagens.

Enquanto que por um lado a igreja precisa oferecer espaço para a chamada geração Millennials (como discutimos em Todos queremos ser jovens), por outro, deve apresentar referenciais sagrados e históricos. Esta geração precisa de fé e reflexão para resistir diante dos perigos da massificação, para que, para não seja facilmente manipulada, influenciada em vez de influenciadora.

A igreja tem um papel fundamental na conscientização da juventude diante do perigo dos fundamentalismos ideológicos. Deve fomentar a visão crítica diante da “indústria gospel”, resistir à manipulação político-partidária, principalmente neste ano eleitoral. O único caminho é a reflexão. Refletir com Weber. Refletir no cinema. Mas, sobretudo transformar-se pela renovação da mente para uma não-conformação diante do mundo (Romanos 12,2).

____________________
[1] ALDRIGUE, Ana Cristina de Souza Org. Linguagens: usos e reflexões. v.2 – João Pessoa: Editora da UFPB, 2009.

[2] Luiz Carlos Merten – In: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-onda-e-as-tentacoes-do-nazismo,424812,0.htm. Acessado em 23/09/2011; 20:00.

[3] Idem.

[4] Idem.

segunda-feira, 5 de março de 2012

ORAÇÃO DE NIETZSCHE AO DEUS DESCONHECIDO

Antes de prosseguir em meu caminho 
e lançar o meu olhar para frente uma vez mais, 
elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de quem eu fujo. 
A Ti, das profundezas de meu coração, 
tenho dedicado altares festivos para que, em 
Cada momento, Tua voz me pudesse chamar. 
Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras: 
“Ao Deus desconhecido”. 
Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos. 
Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo. 
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo. 
Eu quero Te conhecer, desconhecido. 
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida. 
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, 
quero Te conhecer, quero servir só a Ti. 

(Traduzida do alemão por Leonardo Boff)





sábado, 25 de fevereiro de 2012

O POSICIONAMENTO POLÍTICO DO CRISTÃO

Política é a participação na organização da vida na 'polis', a cidade. Política é a arte de governar. Não somos políticos apenas nas eleições, não são políticos apenas os representantes do poder do povo manifesto nas urnas. Todos somos políticos. Até mesmo quando não nos posicionamos, fazemos política.

Muitas vezes a política é vista como algo negativo, em que pessoas honestas não devem se envolver. Esse pensamento deve-se ao elevado número de políticos corruptos (infelizmente, até entre os evangélicos). Estes são os politiqueiros, os que fazem politicalha, não a autêntica política.

Politicamente, a depender das escolhas pessoais, podemos encontrar desde os apolíticos até os engajados. O posicionamento político é um exercício da liberdade individual, mas as escolhas terão reflexos na vida da coletividade. É bom lembrar que nunca poderemos ser neutros na sociedade. Mesmo as atitudes passivas podem beneficiar quem está no poder. O voto em branco, por exemplo, é uma promissória assinada e entregue a quem governará o destino de pessoas e instituições.

Como batistas temos uma herança protestante de afirmação da separação radical entre Igreja e Estado. No entanto, esta separação significa apenas que o Estado deve manter-se laico para garantir a liberdade religiosa e a Igreja deve evitar a interferência na administração pública para preservar as liberdades individuais. Na história dos evangélicos no Brasil, a cultura anticatólica, por ser a Igreja Romana a religião oficial, criou uma visão distorcida do envolvimento político como coisa mundana ou de católico. Ao contrário dessa postura, nos Estados Unidos, país protestante, as denominações sempre participaram das questões políticas. Separação entre Igreja e Estado não justifica omissão e negligência diante do exercício da cidadania.

As manifestações de organização coletiva são o espaço próprio do exercício da política. Os sindicatos, as comunidades de bairro, os diretórios acadêmicos, as escolas, as organizações não-governamentais, as igrejas e denominações, todos exercem papel fundamental para o aperfeiçoamento da democracia. 
O cristão deve fazer-se presente, aproveitar as oportunidades, posicionar-se diante das questões centrais para a vida da cidade e do país. Embora deva evitar o envolvimento na política eleitoral, a igreja, no que lhe concerne, precisa responder à sociedade com relevância, sendo um referencial de Deus, assumindo sua responsabilidade social.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A PARTICIPAÇÃO DA IGREJA NAS ELEIÇÕES

O cristão, em busca de um posicionamento político coerente, deve estar atento a determinadas advertências. A começar pela consideração da eleição como um assunto sério. A negligência do eleitor é escada para políticos oportunistas. Abster-se de votar, anular o voto, escolher o candidato mais bonito ou com a música mais empolgante seria, no mínimo, arriscar a consciência.

Eleição também é oportunidade de santificação, combate ao pecado. Vender ou comprar voto, além de crime eleitoral é pecado. Isso deve nos causar iracúndia sagrada, pois é a principal causa da perpetuação da corrupção. A atitude dos santos no mundo deve ser de crítica e suspeita. Principalmente diante do histórico do candidato, das alianças, da família, e de quem financia a candidatura. Votar com consciência é exercer, além de um direito político, um princípio protestante (e batista): a liberdade do indivíduo.

Toda eleição é alvo de truques e conchavos políticos e quem paga a conta no final é sempre o eleitor. Evitemos a condição de massa de manobra. O caminho mais curto para a manipulação é a confiança em políticos profissionais no poder durante anos, favorecendo apenas a parentes e correligionários. Por isso, fiquemos de olho nos grupos políticos hegemônicos.

A igreja deve resistir à tentação dos interesses políticos partidários. Inclusive se o apoio ou indicação tratar-se de um irmão na fé. A Ideologia de que “irmão vota em irmão” precisa ser avaliada com senso crítico. Se o irmão tem vocação política, como homens e mulheres de Deus na Bíblia o tiveram, deve fazer vingar sua candidatura não porque é cristão ou membro da igreja, mas com um discurso de cunho político, sem mistura com eventos religiosos, usados como comícios.

O pastor precisa zelar pela liberdade política dos membros da sua igreja. Quando o pastor assume uma posição político-partidária a liberdade da igreja está ameaçada. Quando um líder vende seu voto e vende a sua igreja, ambos estão desonrando a Deus que a constituiu livre e responsável. Se um pastor ou membro de igreja deseja participar de um pleito eleitoral, tem o direito garantido por Deus e pela constituição. Contudo, usar o nome de Deus, da igreja ou da fé para se beneficiar é agir como infiel. Ademais, negará o princípio da absoluta liberdade de consciência de cada indivíduo pertencente à comunidade de fé.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

VOTANDO COM A "MENTE DE CRISTO"

Na oração sacerdotal (João 17) Jesus afirmou que seus discípulos não eram "deste mundo", não pertenciam ao sistema de valores dominados pelo mal, mas, "estavam no mundo", por isso, rogava ao Pai que os livrasse do Maligno. Assim ele concluiu também a oração do Pai-Nosso. Em Romanos 12,1-2, o Apóstolo Paulo apresenta-nos o desafio da renovação da mente e da transformação do mundo conforme a lógica de Cristo.

No mundo, com a mente de Cristo, o cristão é um agente político. Aristóteles (384 a.C – 322 a.C) já preconizara: zoon politikon, o homem é um animal político, um ser racional que usa sua capacidade lógica para interagir na vida social. Como agentes políticos, participantes da organização da vida na "polis", precisamos pensar e agir segundo a mente de Cristo (2 Coríntios 2:16) para assumirmos um posicionamento político coerente com o Reino de Deus. A renovação da mente (noós) transforma nosso ser fazendo-nos capazes de experimentar a vontade de Deus.

A realidade precisa ser enfrentada. Vivemos numa democracia. A Constituição Federal assegura que “todo o poder emana do povo, que o exerce através de representantes eleitos ou diretamente” (CF, Art 1º). Para efetivar esta participação foi instituído o pluralismo partidário. Os partidos são formados pela sociedade organizada e referendados por uma justiça eleitoral. Diante das propostas apresentadas por estas organizações políticas, o voto da maioria indicará como o Estado deverá ser governado. O voto, direto e secreto, com valor igual para todos, é, ao mesmo tempo, direito e dever (CF, Art 14º).

Tanto pelo fundamento bíblico quanto pela lei civil o cristão deve evitar uma postura alienada, vendida, cuidando da vida eterna como sinônimo de “vida espiritual”, no “amanhã”, no “além”, justificando com isso um individualismo irresponsável. Se somos cidadãos, com direitos e deveres, usemos os meios legítimos para transformar as estruturas segundo a vontade de Deus. O cristão deve votar, porém, com a "mente de Cristo" e sua escolha deve ser pautada pelos compromissos estabelecidos no Evangelho. As propostas devem ser avaliadas pelo crivo da cosmovisão cristã, que emana das Escrituras.

Diante desse desafio, entendemos que a mente do cristão deve levá-lo à conscientização. Este processo se dá no confronto com a realidade. A consciência que leva a ação, que conduz sua prática de vida a um posicionamento político coerente com a verdade bíblica. Esta postura politizada envolve a prática do amor nas relações sociais, a busca da justiça do Reino de Deus e a resistência diante de qualquer expressão da maldade. Nenhuma escolha humana será perfeita ou definitiva, mas a escolha do cristão sempre deve considerar a coerência com os valores cristãos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

APRESENTAÇÃO DO CURSO "FÉ NA PREVENÇÃO"



Caríssimos (as),


Iniciei esta semana o CURSO: FÉ NA PREVENÇÃO e passarei a divulgar aqui o material e as experiências objetivando a socialização e o despertamento. Acompanhem também nas redes sociais:

Twitter: @petronioborges
Facebook: Petronio Borges
Orkut: Petronio&Ana Borges
Mensseger: petronioborges2@hotmail.com




APRESENTAÇÃO

O curso Prevenção do Uso de Drogas em Instituições Religiosas e Movimentos Afins – “Fé na Prevenção” é promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) órgão integrante do Ministério da Justiça, é executado pela Unidade de Dependência de Drogas (UDED) do Departamento de Psicobiologia e pelo Departamento de Informática em Saúde (DIS) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e objetiva capacitar 5000 (cinco mil) pessoas de todo o Brasil, que desempenham papel de lideranças religiosas ou que atuam em movimentos afins, para ações de prevenção do uso de drogas e outros comportamentos de risco, bem como na abordagem de situações que requeiram encaminhamento às redes de serviço.

O conteúdo programático do curso aborda diversas temáticas relacionadas ao conceito e à classificação de drogas, além de técnicas de abordagem, Intervenção Breve, formas de encaminhamento e Entrevista Motivacional na prevenção do uso de álcool e/ou outras drogas.

Terá início dia 6 de Fevereiro de 2012 o curso Fé na Prevenção 2ª edição onde foram selecionados cinco mil candidatos entre aproximadamente dez mil inscrições para realizar o curso.

O curso é apresentado como um programa de Educação Continuada a Distância. Sua proposta pedagógica foi baseada principalmente na concepção de autoaprendizagem, considerando os líderes religiosos como estudantes autônomos para conduzir o próprio processo de aprendizagem, definir o ritmo de estudo e suas prioridades, estabelecer suas próprias relações contextuais e tirar suas conclusões para a vida prática.A abordagem utilizada possibilita, ainda, que os líderes religiosos consultem materiais complementares e troquem ideias com outros participantes e com a equipe da tutoria, que estará acompanhando de perto seu processo de aprendizagem.


Fonte: http://www.fenaprevencao.org.br/senad


TEMPO DE MUDANÇA

Depois de um período dedicado a oração, conversas com a família e reuniões com a PIB em Catu-BA decidimos aceitar o convite da PIB em Divin...