segunda-feira, 7 de novembro de 2016

TEMPO DE MUDANÇA

Depois de um período dedicado a oração, conversas com a família e reuniões com a PIB em Catu-BA decidimos aceitar o convite da PIB em Divinópolis-MG para compor o colegiado ministerial como pastor auxiliar na área de formação cristã. Entendemos que o ciclo ministerial se cumpriu na PIB em Catu-BA e que Deus está conduzindo nossa família para um novo formato de ministério.
Temos recebido muito carinho neste momento e sabemos que é fruto de um relacionamento de amor e serviço ao longo dos últimos seis anos. Agradecemos pela oportunidade de servir, pelo apoio no trabalho, pelo cuidado nos momentos difíceis, pelo carinho com a família.
Deus também nos agraciou com o privilégio de servir ao lado de outros pastores. Aprendemos com o Pr. Lourival Bastos, pastor-emérito. Agradecemos ao Pr. Rogério Souza por ter estado ao lado no início dessa caminhada. E destacamos a amizade do Pr. Jean Santos e Fabiana que tornaram o ministério uma experiência rica e agradável. A permanência deles na igreja fortaleceu a paz em nosso coração.
Continuaremos servindo no ministério da PIB em Catu-BA até 31/12. O culto de ação de graças pelo pastorado está marcado para 17/12 (sábado). Ficaremos muito alegres com a presença dos amigos naquele dia de gratidão a Deus e a todos que fazem parte desta história.


Pr. Petrônio Borges, Anamaria, Mariana e Poliana.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

CIDADÃO CATUENSE - DISCURSO DE AGRADECIMENTO


Excelentíssimo Senhor Marinildo Alves Vasconcelos, presidente da Câmara Municipal de Catu-Ba, em nome de quem cumprimento os demais vereadores.
Excelentíssimo Senhor Geranilson Requião, prefeito da cidade de Catu-Ba, que completa hoje 148 anos de emancipação política.

Demais autoridades presentes ou representadas.

Dirijo meu agradecimento primeiramente a Deus, a quem é devida toda honra e louvor, para sempre, pois somente Ele é perfeito e poderoso, e apesar da glória que lhe é devida, se digna em escolher, no meio do seu povo, servos a quem concede o privilégio de ministrar a sua Santa Palavra.

Agradeço ao Vereador Eneias Medeiros, proponente do meu nome para receber o título que hoje me é outorgado por esta Casa bem como a todos os vereadores por terem aprovado a proposta. Como membro da Primeira Igreja Batista em Catu, o irmão Enéias, juntamente com seu pai, irmão Eliseu Medeiros, certamente teve sua generosidade motivada por conhecer o ministério da igreja e saber que foi como seu pastor que estabeleci o meu vínculo com o município e que se não fosse pelo pastorado nela exercido, dificilmente seria alvo deste reconhecimento.

Receber o título de “Cidadão Catuense” é motivo de alegria e honra. No entanto, como cidadão comum, que apenas procura cumprir seus compromissos e viver com dignidade, não estou nem um palmo sequer acima do valor pessoal de cada um aqui. Não tenho laços de sangue nem sobrenome tradicional. Sem nenhuma falsa modéstia, o mérito não está na pessoa e sim no ministério.

Foi pela vocação divina para o Santo Ministério da Palavra que cheguei na cidade para pastorear a PIBCATU. A PIBCATU foi a primeira igreja protestante a ser plantada da cidade, fato que já foi reconhecido oficialmente pelo poder legislativo local. Esse pioneirismo acompanhado da fidelidade histórica aos princípios de sua fundação permite que aquele que a pastoreie, ganhe destaque na vida social do município

Vejo nesta oportunidade uma coincidência que preciso registrar. Minha ordenação ao ministério pastoral também se deu em um mês de junho (21), no ano de 2003. Comemorei também nesta semana treze (13) anos como pastor formalmente ordenado.

Nasci na cidade de Gandu-Ba, sou ganduense de nascimento. Vive em Itamari-Ba até os quatorze (14) anos, mas não sou itamariense. Mudei-me para Jaguaquara-Ba estudar, casei-me com uma jaguaquarense, mas não me tornei cidadão daquela cidade. De lá fui enviado ao Seminário em Feira de Santana-Ba, mas não sou feirense. Depois de formado, morei em Camaçari-Ba para iniciar o ministério, mão não sou camaçariense. Agora, sou reconhecido como “cidadão catuense”.

Cheguei em Catu-Ba no dia 03/01/2011 depois de tomar posse, em 19/12/2010, como presidente da Primeira Igreja Batista em Catu, mantenedora do Colégio Batista de Catu. A PIBCATU completará no próximo dia 29 deste mês, outra coincidência digna de nota, seus 93 anos, comprometida com o ensino da Bíblia, fervorosa na obra missionária e relevante socialmente.

Transfiro a cada membro e congregado da PIBCATU esta homenagem por considerar que é Deus, o Supremo Pastor do seu povo, quem dá pastores segundo o seu coração. Em Jeremias 3:15, lemos: “e vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência”.

O pastorado deve ser exercido com “ciência e inteligência”. Ciência é conhecimento adquirido com esforço. Inteligência pode ser sinônimo de sabedoria. Um pastor recebe sabedoria de Deus, mas desenvolve seu conhecimento através da busca pessoal. Gosto de pensar que o pastor precisa pastorear “com ciência” e também deve ter consciência. Consciência de Deus e de si, consciência da missão pastoral. Creio que a função pastoral é a única capaz de cuidar do ser humano em sua integralidade, derivando daí sua importância para a comunidade. Procuro ter esta consciência diante da homenagem que recebo desta Casa de Leis.

Ao finalizar, destaco a importância da família tanto na minha vida como no ministério que desempenho.

Agradeço a minha esposa, Anamaria, que neste momento está cuidando na nossa segunda filha, Poliana, com apenas 16 dias.

Agradeço à nossa primeira filha, Mariana, cujo brilhos nos olhos é um sinal diário da graça de Deus em nossa família.

Agradeço aos meus pais, Petronio e ‘Nide’, pelo amor e dedicação em todo o tempo, sendo uma prova do cuidado de Deus para comigo.

Agradeço às ovelhas, aos amigos.

Agradeço a todos os presentes,

Deus continue abençoando cada um de vocês.

Muito obrigado.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

DIVERSIDADE EVANGÉLICA NO DEBATE POLÍTICO

O debate político no meio evangélico é marcado inevitavelmente pela diversidade. E não poderia ser diferente. Porque não existe a “Igreja Evangélica” ou uma instituição com poder centralizado que represente todas as igrejas evangélicas. Diferente da Igreja Católica onde uma aparente unidade política é mantida apesar de divisões internas, as igrejas evangélicas não devem pretender um posicionamento monolítico diante da complexidade do disputa política. Quando a sociedade pergunta por um pensamento protestante diante dos temas políticos deve esperar como resposta uma posição complexa e até mesmo contraditória. Se não souber analisar essa complexidade, incorrerá em generalizações de alguma posição em detrimento de outra. Esperar que a concordância doutrinária leve necessariamente ao mesmo comportamento eleitoral é, no mínimo, ingenuidade. Entre os conservadores na moral podem conviver opiniões divergentes sobre relações internacionais. Entre os contrários à legalização do aborto e ao casamento gay podem coexistir aqueles que defendem a intervenção do Estado na economia e outros que preferem um Estado mínimo. Entre os defensores da família estão posicionamentos opostos sobre o desarmamento. Por isso, em vez impor uma postura única, mantendo todos em um mesmo curral, ou ainda artificializar a unidade em forma de declarações e documentos, igrejas protestantes tem preferido assumir sua heterogeneidade. Esta postura é a mais adequada aos princípios de autonomia das igrejas locais e da liberdade de consciência dos seus membros.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

MINISTÉRIO PASTORAL COLEGIADO


Exercer o ministério pastoral de forma colegiada ou associada é mais saudável tanto para os próprios pastores quanto para a igreja local e a comunidade. Esse modelo de atuação oportuniza o exercício do dom e da liderança no ambiente da amizade, enriquece o púlpito e o ensino, potencializa a abrangência e o impacto. Apascentar, aconselhar e supervisionar são funções bíblicas que devem ser exercidas através de uma equipe pastoral. Um único obreiro, mesmo que seja eventualmente o presidente, não será capaz de responder pelo pastoreio, ensino e direção do rebanho confiado por Deus de forma plena. Por uma questão de funcionalidade será necessário que um dos membros assuma a presidência da igreja. Mas isso não extingue ou impede a associação de competências e habilidades para um aperfeiçoamento contínuo do serviço. A metodologia da igreja deverá ser definida pelo colegiado. Muito embora cada pastor associado possua o seu perfil, com limitações e potencialidades, cada um contribuirá para definir como o colegiado irá cuidar, alimentar e guiar a igreja.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O TRILHO DO PASTOR

O ministério pastoral corre sobre um trilho composto de ser e fazer: ser o tipo de discípulo que espera ter na igreja e fazer o trabalho com humildade. Ninguém pode ir além do seu conhecimento de Deus. Ninguém pode fazer a obra de Deus sem andar com Deus. Ninguém pode guiar o povo de Deus sem conhecer o Deus do povo. A partir do seu relacionamento com Deus o pastor deve desenvolver e liderar um sistema de serviço que envolva a maior participação possível da comunidade e seja periodicamente avaliado por todos. A comunhão com Deus gera entrega total da vida. A humildade é o primeiro sinal.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

CONTRA A CORRUPÇÃO

A corrupção é podridão que se alastra desde as relações interpessoais até os acordos internacionais. Está no futebol, em processos que envolvem tanto o presidente da FIFA, Joseph Blatter, quanto Neymar Jr. do Barcelona e da Seleção Brasileira. Está no mundo empresarial, nas investigações de empreiteiras na Lava Jato ou no escândalo das emissões da Volkswagem. Por que a corrupção está aí, em todas as relações de poder, do micro ao macro, preocupa a decisão do STF de fatiamento de investigações da Lava Jato. Decisão anunciada no momento em que a Força-tarefa do MPF ganha um prêmio internacional por eficiência e cresce o apoio às 10 MEDIDAS (www.combateacorrupcao.mpf.mp.br/10-medidas). A sociedade brasileira deposita fortes expectativas no Ministério Público e na Polícia Federal para a condução do Brasil nesse novo capítulo do seu processo de amadurecimento como nação democrática. E estará atenta às influências político-partidárias sob as togas da Corte Suprema.

Delegados, procuradores e magistrados comandam o Brasil hoje. Eles estão perguntando: “até quando? ” E também afirmando: “vamos até o fim!” A diligência seguirá nesse rumo. Vive-se um momento em que cabe ao Judiciário interferir nos demais poderes para restabelecer o equilíbrio. O jogo político entre Executivo e Legislativo tem levado o povo a perder dramaticamente a confiança. Na democracia a mutabilidade e o ‘jogo’ político são a matéria prima para construção de uma Nação. Lamentavelmente o que se assiste é a degeneração desse processo, o ‘poder pelo poder’, conspirações para manutenção de cargos, tentativas de barrar investigações. Raramente se encontra quem pensa em soluções para a crise nacional. O Brasil encerra o ano sem encontrar alternativas para os problemas da economia. O círculo vicioso entre a necessidade de um pacto político e a urgência de medidas de austeridade prolonga a recessão. Contudo, a verdadeira crise tem um fundo psicológico. A população busca na Polícia Federal, no Ministério Público ou no Supremo a possibilidade voltar a confiar. E enquanto acompanha os desdobramentos no cenário federal, deve assumir uma nova postura diante das eleições municipais para que não seja necessário levar a esperança até a porta da delegacia.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CRESCIMENTO DA IGREJA: CELEBRAR E REFLETIR



O crescimento numérico da igreja evangélica no Brasil nas últimas décadas é um fato. Devemos celebrar. Contudo, cabe uma reflexão sobre o papel a ser exercido por ela na nova posição assumida no cenário nacional.

A SEPAL —
Servindo a Pastores e Líderes apresentou, em 2006, um estudo sobre esse fenômeno: “O desafio da liderança e o crescimento da igreja”. Esta análise parte da projeção do crescimento da igreja evangélica brasileira para 2020 e discute a situação baseada em dados do IBGE e em pesquisas próprias. Segundo os pesquisadores, os evangélicos sairiam de 40 milhões (21,5%) em 2006 para 110 milhões (46,7%) em 2020. Estamos no meio do caminho desta projeção e já podemos atestar a concretização de algumas conclusões do estudo. No caso batista, a Convenção Batista Brasileira sai da última assembleia geral em João Pessoa-PB (2014) com 1.608.073 membros em 8.357 igrejas e 4.463 congregações.

Josué Campanhã, que liderou a equipe da SEPAL, parte de uma constatação: em duas décadas de crescimento contínuo (1980 a 2000) corremos o risco de não “mudar a cara do Brasil”. Consideramos a superficialidade espiritual e a rejeição à estrutura, inclusive à liderança, como fatores principais para fazer com que apenas 1/3 dessa igreja esteja nos templos aos domingos. Cresce uma nova face dos evangélicos: os sem-igreja. E os sem-religião cresce tanto quanto ou mais do que a própria igreja a reboque dos escândalos protagonizados por ela. Não por acaso experimenta-se um recrudescimento do avanço missionário transcultural e no interior do Brasil comparativamente ao adensamento evangélico nas regiões metropolitanas e grandes cidades.

A conclusão da pesquisa vem em forma de pergunta: Que diferença todo este crescimento está fazendo neste país? Além do rótulo “gospel”, qual é a diferença que a sua igreja ou organização faz?
Celebrar crescimento numérico sem refletir sobre as oportunidades e os riscos gerados por ele seria suicídio. A posição atual da igreja evangélica no Brasil permite que sua influência sobre os destinos do país seja decisiva. Mas o caminho a ser trilhado passa longe do sensacionalismo da mídia ou do triunfalismo da política partidária.

Crescimento deve ser um resultado natural da experiência autêntica com o poder do evangelho que transforma pessoas e estruturas sociais. Como igreja local queremos o crescimento que venha como sinal da presença de Deus na vida da igreja e da presença da igreja na vida da cidade cumprindo a agenda do Reino de Deus. Assim, mudaremos a cara da cidade a partir do testemunho de nossa própria mudança e envolveremos mais pessoas com o agir redentor de Deus no mundo.

TEMPO DE MUDANÇA

Depois de um período dedicado a oração, conversas com a família e reuniões com a PIB em Catu-BA decidimos aceitar o convite da PIB em Divin...