sexta-feira, 23 de junho de 2017

O EVANGELHO ALÉM DAS GRADES

Jesus foi perseguido, preso, julgado injustamente e condenado à morte de cruz. Junto com ele foram executados dois ladrões. Esse é um fato de relevo na história da salvação por ter sido profetizado por Isaías: “porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu” (ISAÍAS 53:12b). Enquanto um deles escarnecia, o outro caiu em si, quebrantou-se pelos seus pecados e clamou por salvação: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino”. Imediatamente Jesus prometeu: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (LUCAS 23:42-43). Assim, um condenado foi efetivamente a primeira pessoa salva pelo plano de Deus em Cristo.

Se a cruz não foi capaz de conter a graça de Deus, muito menos as grades o serão. Dos mais de 700 mil presidiários do Brasil, muitos estão com os corações receptivos ao Evangelho, que é “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crer” (ROMANOS 1:16). Obviamente não serão salvos pelo simples fato de estarem privados de liberdade. Platão advogava a necessidade de um “sofromistério”, casa em que os homens tomavam juízo. A tradição católica da penitência, disciplina imposta para expiação de pecados, criou a mentalidade da “penitenciária” como lugar onde pecadores são regenerados. Mas, pensando biblicamente, a salvação é recebida pelo arrependido e crente de coração, que respondeu à ação de convencimento do Espírito Santo. “Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” (ROMANOS 10:9).

Este é o fundamento bíblico para a evangelização de presidiários. Para serem salvos eles precisam clamar ao Salvador em quem precisam crer. Mas, “e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue?” (ROMANOS 10:14). Mesmo o Estado, que é laico, reconhece a importância da presença religiosa nos presídios. A Constituição Federal garante o direito à assistência religiosa. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais considera como fator imprescindível para a ressocialização. Diante deste reconhecimento secular, a Igreja de Cristo, deve ir além dos recursos jurídicos, psicológicos e educacionais, proclamando a verdadeira liberdade em Cristo. Quem tem a oportunidade de adentrar aos portões de um presídio pode constatar que aquele lugar representa o limite da capacidade de recuperação que a sociedade pode oferecer. Mas, a Palavra de Deus pode romper as prisões do coração e libertar da escravidão do pecado, origem de toda maldade e violência.

A Primeira Igreja Batista em Divinópolis-MG crê e pratica esta verdade bíblica. Mantém há seis anos 06 anos a Congregação Batista da Liberdade, no Presídio Estadual Floramar, tendo batizado dezenas de presos e realizando semanalmente cultos evangelísticos. A equipe atual (07 membros) está convicta de que recebe de Deus o amor suficiente para continuar firme neste propósito. O sentimento ao estar presente em cada pavilhão é que o lado da grade em que estamos é a única diferença entre pecadores. Precisamos de mais voluntários para ampliação das ações ministeriais entre os funcionários da instituição, a assistência a familiares, o apoio na recuperação de dependentes químicos. Se você tem buscado um ministério para envolver-se na igreja e sente-se chamado para a evangelização de presidiários, junte-se a nós ajude a levar o Evangelho para além das grades.

sábado, 17 de junho de 2017

ANOTAÇÕES CRÍTICAS SOBRE GERHARD VON HAD

A discussão sobre fé e história dentro dos estudos teológicos deverão obrigatoriamente reservar um espaço para Gerhard von Rad (1901-1971). Este teólogo luterano alemão desenvolveu a abordagem da “tradição histórica” para o Antigo Testamento. Ele procurou aplicar a categoria de Heilsgeschichte (“História da Salvação”, a escola teológica de Oscar Cullmann) para a Bíblia Hebraica esforçando-se para ligar as diferentes tradições bíblicas em uma forma coerente.

Seu ponto de partida baseia-se em uma análise de pequenos credos recitados liturgicamente em determinadas festas (Como em Dt. 26. 5-9; 6, 20-24 e Js. 24. 1-13) que constituiriam a articulação teológica mais primitiva e mais característica de Israel. Estas confissões de fé aludem às tradições essenciais que compõem o quadro Gênesis-Josué (patriarcas, êxodo, peregrinação no deserto, a conquista).

Von Rad entendia a Teologia de Israel como uma interpretação narrativa do que havia ocorrido no passado de Israel, uma narração que, todavia, possui força decisiva para as gerações futuras. Por essa compreensão, a Teologia do Antigo Testamento seria o resultado de um processo contínuo de “tradição”, em que cada sucessiva geração israelita recita o relato, mas o faz incorporando novos materiais e reformulando, de maneira que o antigo relato pode seguir sendo pertinente para as novas circunstâncias e as novas crises. A Bíblia teria surgido, assim, da prática da adoração, como testemunho. Cada geração adaptava e estendia essas tradições aplicando-as a novas circunstâncias históricas.

No Antigo Testamento não haveria “bruta facta” em absoluto e sim interpretação de fé. Gerhard Von Rad elaborou esse argumento quando contrastou as versões da história de Israel de acordo com a pesquisa crítica moderna e aquela definida pela fé de Israel. A experiência de fé do narrador é histórica e seus relatos são fundamentados numa história real. Mesmo que a sequência dos relatos não coincida com o quadro organizado pelo conhecimento histórico na perspectiva científica, isso não contraria a realidade da revelação divina. O fato estaria localizado no agir de Deus ainda que não seja possível saber como.

Apesar da valorização da confissão de fé, que representa um referencial indispensável para a teologia, Von Rad exagerou na ênfase das declarações querigmáticas de Israel desprezando a historicidade dos fatos que as geraram. Mas, sem dúvida, sua insistência em que a Bíblia Hebraica seja entendida no contexto da vida religiosa do Antigo Israel afirmou-se como uma contribuição decisiva para os estudos posteriores.

Von Rad acabou por negar o fundamento histórico da confissão de fé que Israel. Para ele não havia qualquer relação entre a crença pregada por Israel e a realidade objetiva da sua história como povo. Dessa forma, o Antigo Testamento passa a ser uma narrativa religiosa, um emaranhado de confissões de fé que compõe a história de uma religião.


REFERÊNCIAS

SCHMIDT, Werner H. Introdução ao Antigo testamento. São Leopoldo, RS: Sinodal, 1994.

HASEL, Gerhard F. Teologia do Antigo Testamento: questões fundamentais no debate atual. Rio de Janeiro, RJ: JUERP, 1992, 121 p.

RELAÇÃO ENTRE FÉ E HISTÓRIA NA TEOLOGIA

A relação entre fé e história na Teologia é uma questão fundamental. Sem considerar a fé, o teólogo reduz a teologia a uma filosofia e, deixando de considerar a história, ele perde sua credibilidade.

Segundo Gerhard F. Hasel em sua Teologia do Antigo Testamento, “Deus agiu na história”. Este é um fato, ao mesmo tempo, histórico e doutrinário. A literatura do Antigo Testamento registra uma interpretação de acontecimentos reais, representando parcial ou exageradamente o significado do evento. Segue-se assim a distinção entre dicta, declarações bíblicas, e facta, fatos históricos. A Bíblia não faz separação. Dicta depende de facta. O objeto de uma teologia bíblica é facta dicta.

O conhecimento da História é racional e está limitado à dimensão temporal-espacial. Por outro lado, o conhecimento da fé, no dizer do Dr. Merval Rosa, é transracional, nem racional nem irracional, não sendo determinada por eventos históricos, mas por Deus, o “Senhor da História”. Esse pressuposto levava os autores do Antigo Testamento a utilizar tradições que consideravam históricas porque, para eles, fato e interpretação formavam uma unidade. Estavam convencidos da veracidade do que ocorrera e por isso afirmavam sua doutrina.

A confiança na veracidade do acontecimento testemunhado pressupõe o ato de fé a ser declarado bem como seu conteúdo. Deus está se revelando na história e o contexto dessa revelação cria a tradição posteriormente fixada por escrito. O significado original da intervenção de Deus na História está no contexto de sua ocorrência, base da tradição a ser transmitida.

Enquanto o Método Histórico-Crítico propõe uma teologia que seja meramente “linguagem dos fatos”, a Teologia do Antigo Testamento (inerente à literatura) apresenta o “fato da linguagem” que mantém a unidade entre evento e palavra. Mesmo que a operação de Deus na História de Israel não esteja limitada a fatos – bruta facta.

Hasel conclui propondo que o método adequado para a Teologia do Antigo Testamento deve partir do pressuposto de Deus agindo na História de Israel. Será necessário também considerar a transmissão das suas confissões como fruto de uma concepção da realidade integral que preserva a unidade entre fato e significado.

CONCEITO DE TEOLOGIA

Em postagem anterior defendi que o pastor deve estudar teologia. Agora convido o leitor a continuar a reflexão na tentativa de definirmos o que é teologia e por que existem várias teologias. Para estudar teologia o pastor deverá aprender a definir conceitos e exercitar-se na caracterização das diversas variações do fazer teológico.

A palavra "teologia" é de origem grega e constituída de dois termos específicos: 'teo', Deus, e 'logia', estudo. Uma tradução literal comunica simplesmente “o estudo de Deus”. Ficar apenas nessa explicação é reduzir o sentido e gerar uma definição que inviabiliza a estruturação da teologia enquanto ciência.

Uma vez que Deus não pode ser objeto de investigação científica, a pesquisa teológica deve ser direcionada para a fé em Deus. Esta fé está fundamentada na revelação de Deus registrada nas Escrituras, espelhada na personalidade humana e experimentada na historia da igreja. A teologia, portanto, em sua acepção cristã, é o estudo da revelação que Deus fez de si mesmo, conforme registrada das Escrituras Sagradas, centrada na pessoa de Cristo, compreendida a partir da fé e relacionada com a experiência histórica da Igreja e o contexto atual.

Assim a teologia pode se posicionar academicamente ao lado das ciências humanas para estudar o fenômeno religioso. Deve ser considerada, no entanto, a diferença principal entre estas áreas do conhecimento. Merval Rosa propõe que essa diferenciação está no ponto de partida. A Teologia parte da fé, a Filosofia, da razão, e as Ciências da Natureza, da experiência empírica.
Ter a fé como instrumento não faz a teologia ser irracional. Ocorre que o fazer teológico não pode ser enquadrado na categoria da razão. A teologia é trans-racional (para repetir as palavras e Merval Rosa). Usa a razão à luz da fé, usa a fé como uma referência que transcende a razão, um ponto fora da circunferência. No cristianismo, a definição clássica de teologia foi apresentada por Agostinho: “theologia est fides quaerens intellectum”, teologia é a fé que procura compreender a si mesma e fazer-se compreender pelos outros.

terça-feira, 30 de maio de 2017

GOVERNO DE CORRUPTORES

As delações e operações controladas da Política Federal envolvendo os irmãos Wesley e Joesley Batista revelaram que o Brasil nunca se libertou do jugo imposto pelo Governo de Corruptores. Empresários enriquecidos por favorecimento do Estado em troca de pagamentos com o dinheiro do povo a políticos que ambicionam a perpetuação no poder. Empreendendo com recursos públicos, eles elegem candidatos, escolhem ministros e interferem na governança. A corrupção política é transformada em investimento empresarial e até o BNDES transforma-se em banco privado. O que um político corrupto condenado chega a receber por uma semana de “silêncio”, a maioria dos trabalhadores nunca conseguirão com toda uma vida de trabalho honesto. Empresas criam departamentos de propina para interferirem no resultado de eleições e garantirem o retorno em forma de empréstimos, obras superfaturadas ou mudanças na legislação fiscal. Esse é o velho patrimonialismo herdado do Brasil Colônia que ganhou as cores da farsa democrática permitindo que empresários gananciosos e políticos sem ética acumulem cada vez mais riqueza e controlem de forma cada vez mais profunda a máquina estatal em benefício próprio. Mas, os corruptores não podem ser tratados como fonte de verdade e por isso receberem benefícios inaceitáveis. Não podem ser considerados como vítimas do sistema que eles mesmos sustentam. Não podem ser absolvidos dos crimes praticados por quadrilhas que eles mesmos chefiam. O Ministério Público não deve permitir que os acordos de colaboração se transformem em instrumentos de impunidade propalando a noção de que se o crime for praticado pelos mais ricos e acontecer em esperas mais altas do poder, então, será compensatório.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

A FONTE DE AMOR PARA A FAMÍLIA

Amar é mais do que simplesmente falar – “Ainda que eu fale”. O Amor transcende o conhecimento – “Ainda que saiba”. O Amor é mais forte do que os poderes humanos – “Ainda que tenha capacidades”. Amar não se reduz a mera filantropia – “Ainda que eu dê”. O Amor é a maior de todas as virtudes – “o maior destes”. O Amor é eterno – “jamais acaba”. Procurando mostrar o “caminho sobremodo excelente”, Paulo ensina, em 1 CORÍNTIOS 13, que o Amor supera os dons espirituais e exige um autoexame contínuo ao final do qual a pessoa piedosa descobrirá que não é capaz de produzir por si mesma paciência, bondade, altruísmo, justiça, verdade, alegria, humildade e perdão. Dependerá de uma atitude permanente de abertura do ser para uma fonte superior e inesgotável: o Amor.

A fonte do amor transcende o próprio ato de amar e pressupõe a ação e iniciativa divina. Deus criou o universo para revelar seu amor pessoal. Todas as virtudes começam na pessoa de Deus e em Seu Amor. Temer e adorar a Deus está no início de todo amor verdadeiro. A Bíblia é a mensagem do Amor Perfeito, abundante e constante de Deus pela humanidade e toda a criação. Deus sempre age em Santo Amor e cabe às suas criaturas manterem uma postura de receptividade confiante e leal. Toda a forma de desamor em família, da indiferença à violência, de incompreensões a agressões, tem sua origem em corações endurecidos que se fecharam para receber o Puro Amor que flui do relacionamento íntimo e contínuo com Deus. Somente neste estado de dependência é possível doar-se, buscar o bem alheio, repartir.

Jonathan Edwards, pastor e teólogo do século XVIII, considerado um dos maiores filósofos norte-americanos, afirmava que “Deus é a fonte do amor como o Sol é a fonte da luz”. Para ele “O amor é a luz e glória que circundam o trono em que Deus se acha sentado”. Já o brasileiro Ariovaldo Ramos, pastor e teólogo com formação em filosofia na USP, destaca que “o amor é a síntese de todas as qualidades que Deus nos emprestou, para que a maldade, proveniente da queda, não fosse o único tom de nossa existência”. Ele ainda lembra que o Amor é de Deus, como ensina João, o discípulo amado: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”. (1 JOÃO 4:7). John Sttot, o maior exegeta cristão do século XX, relaciona a origem do amor com o modo de existência da Trindade Santa: “O amor emana das misteriosas relações entre as Pessoas da Divindade. Por ser o Amor de Deus espontâneo e contínuo, todo amor humano é apenas resposta e reflexo do amor divino”. Em concordância, o pastor Carlos McCord, fundador do Ministério Permanecer, costuma declarar: “Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) é um sistema onde o amor não para”.

Em família, cônjuges, pais e filhos devem partir desta compreensão teológica para uma prática de fé que reflita abertura e receptividade ao Amor de Deus. No cotidiano da vida doméstica, o compartilhamento deste Amor assume as mais diversas manifestações, desde um simples “muito obrigado” até às intermináveis horas ao lado de um leito. Em qualquer situação, será necessário lembrar que o Amor tem o seu fluxo natural e direto da presença de Deus. Desta forma, o desafio de amar sempre se torna possível. Cada membro da família encontrando a fonte do Amor no seu relacionamento pessoal com Deus e abrindo-se para dar e doar-se em prol das necessidades do outro. Será sempre um desafio porque exigirá total rendição e dependência, primeiro recebendo para depois repartir.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

A MISSÃO EDUCACIONAL DA IGREJA

O imperativo de Cristo no comissionamento dos apóstolos foi “fazei discípulos” (Mt 28:19). No cumprimento desta missão fundamental a ação de “ensinar” deve ser contínua e abrangente. O ensino está entre as funções básicas da igreja ao lado do culto a Deus, do anúncio das Boas Novas, da ministração às necessidades humanas. Além disso, essas outras áreas de atuação da igreja também recebem implicações educacionais. Para o culto, na oração, na música, na pregação. Para a evangelização, no processo de comunicação. Para o serviço social cristão, na aprendizagem prática do testemunho eficaz.

Quando refletimos sobre a missão educacional da igreja, chegamos inevitavelmente a uma constatação: o ensino bíblico tem sido negligenciado ou reduzido na história da igreja em nosso país. Por parte dos católicos, essa missão foi negligenciada e contaminada desde sua origem com interesses políticos ou dogmas de uma tradição antibíblica. Já das primeiras missões protestantes pode ser dito que, por várias razões, reduziram a tarefa evangelizadora a uma ênfase conversionista, priorizando apenas o evento inicial da caminhada cristã, a conversão, sem contudo, investir na mesma medida para o desenvolvimento necessário no pós-batismo. Nossa teologia, nossas práticas eclesiásticas e litúrgicas foram construídas com o foco na salvação. Ganhamos em missões. Mas perdemos na formação de vidas e na prática da integralidade do evangelho.

Deus nos criou com um sentido completo para a vida. A salvação não se resume a uma espécie de apólice de seguros contra o fogo do inferno. A Bíblia não endossa esse desvio de propósito, pelo contrário, corrige-o. Através do profeta Isaías, Deus conclama o povo: “a todo aquele que é chamado pelo meu nome, e que criei para minha glória, e que formei e fiz” (Is 43.7). Depois do pecado, um estilo de vida contrário ao plano de Deus, marcado pela rebeldia e desobediência, o homem experimentou a queda, sendo “destituído da glória de Deus” (Rm 3.23). Mas, pela obra redentora da cruz, foi reconciliado com Deus, sendo restaurado integralmente e reorientado para a glória de Deus. O propósito da nova vida em Cristo não pode ser resumido em escapar do inferno, mas viver com qualidade e esperança. Por isso, a igreja não é uma opção ou alternativa, é a agência de Deus, a sua plataforma de relacionamento e comunicação com o povo, o ambiente onde cada salvo desenvolve a nova vida em Cristo crescendo “de glória em glória” (2 Co 3:18).

As pessoas nascem com a capacidade de se desenvolverem física, psicológica, social e espiritualmente. A missão educacional da igreja é um ministério entre pessoas com o alvo de conduzi-las em um processo de desenvolvimento que tem a pessoa de Cristo como medida. Projetando esse crescimento na linha do tempo, começamos com a conversão mas também devemos pensar na integração da pessoa convertida a Cristo para a tornar-se um membro ativo e dedicado de uma igreja. Esse novo membro aprenderá a fazer do culto uma parte constante e vital da sua experiência. Para tanto, ele será instruído biblicamente na fé e na conduta. Espera-se que neste estágio ele já demonstre com as atitudes uma consciência de valores cristãos. E, por fim, tendo desenvolvido hábitos e habilidades cristãs, investir seus talentos e recursos no serviço a outros irmãos e ao mundo em sua volta.