sexta-feira, 15 de junho de 2018

A ORIGEM DO POVO HEBREU


O PLANO DIVINO PARA A HUMANIDADE 

A primeira parte do livro de Gênesis (1-11) conclui expondo o fim desastroso do pecado como rebeldia contra Deus. Os homens se uniram para o mal e usurparam o lugar da morada divina, como vimos da lição sobre a Torre de Babel. Este foi ponto culminante de um processo de degeneração progressiva que começou com a desobediência do primeiro casal no Éden. Mas em contraposição à ação autodestrutiva da humanidade, o texto prossegue mostrando que Deus conduz a história. E para a implantação do seu Reino em oposição a um reino humano idólatra, Deus começou a formar um povo através do seu agir salvífico na história.

Diante da humanidade rebelde e confusa Deus responde com a graça e traz a salvação que foi planejada na eternidade, mas entrou na experiência humana através da chamada de Abraão. Warren Wiersbe comenta que existe um contraste entre os caminhos do homem em Babel e os caminhos de Deus ao chamar Abraão. “O mundo depende de um grande número de pessoas poderosas a fim de realizar seus propósitos. Deus, porém, escolheu duas pessoas fracas e deu início a uma nova nação. O povo de Babel desejava tornar seu nome célebre, mas Deus prometeu engrandecer o nome de Abraão. Os que trabalhavam na torre de Babel seguiram a sabedoria deste mundo, mas Abraão e Sara confiaram na Palavra de Deus (Hb 11:11, 12). Babel foi construída com o vigor da carne e motivada pelo orgulho, mas a nação de Israel foi construída pela graça e pelo poder de Deus e apesar das fraquezas humanas” (WIERESBE, 2006).

A segunda parte de Gênesis (12-50) prossegue com o plano de Deus na forma de uma Aliança com os Patriarcas, iniciando com o primeiro e maior deles, Abraão, que recebe a promessa de bênção e descendência numerosa na Terra mesmo antes de gerar filhos. A aliança sofre ameaças como a fome e a desagregação da família. Mas o poder de Deus impede que ela seja desfeita apesar da fragilidade humana. Esta história de redenção culminará com a revelação especial de Deus na pessoa e obra de Jesus Cristo como intervenção perfeita e definitiva. Por meio de Abraão e durante todo o Antigo Testamento, Deus conduzirá a experiência de homens e mulheres de fé para agir de forma extraordinária e absoluta na cruz.


A ORIGEM SEMITA DOS HEBRUS

O nome hebreu significa “povo do outro lado do rio”. O termo distingue-se de ‘israelitas’ e ‘judeus’ por razões históricas, mas todos referem-se ao mesmo povo. Os hebreus se ligam com a conquista da terra na época de Abraão. Os Israelitas são os hebreus que recebem este nome a partir de Jacó, que lutou com Deus e recebeu nome de Israel, sua descendência os 12 filhos formam as 12 tribos de Israel. Judeus é a designação que os hebreus receberam depois da volta da Babilônia quando passaram a reconstruir Jerusalém e Templo e viver no território de Judá.

A origem do povo hebreu é semítica. A expressão litúrgica “Arameu prestes a perecer era meu pai” encontrada em Deuteronômio 26:5 revela o fundo histórico de nomadismo que marcou a origem do povo hebreu. Esta confissão refere-se às raízes dos israelitas. No segundo milênio a.C. houve um movimento migratório de tribos arameias do norte para o território de Canaã ao sul. A razão desta declaração era mostrar que não foi devido à grandeza de seus antepassados, cuja condição era má, mas ao dom de Deus e sua bondade que Israel desfrutava da terra prometida. Esta origem nômade foi registrada em Gênesis 11:10-32 com a genealogia de Sem, filho primogênito de Noé.

terça-feira, 12 de junho de 2018

A TORRE DE BABEL E O PONTO MÁXIMO DO ORGULHO HUMANO


DEGERENAÇÃO PROGRESSIVA

A Bíblia apresenta Deus como Senhor no sentido de um soberano que possui e domina sobre o universo. Em Gênesis 1:26 lemos: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra”. A palavra “domine” é único verbo imperativo do texto e, por isso, merece destaque. O domínio de Deus deve ser exercido por meio do ser humano que o representa. No entanto, além de não assumir essa responsabilidade, a humanidade se rebelou contra Deus e quebrou suas relações consigo mesmo, o próximo e a criação até tentar se colocar no lugar de divindade.

Na Bíblia há uma rejeição total a qualquer tipo de adoração ao ser humano condenando também todas as formas de idolatria. A queda do homem no pecado significou a perda do domínio do seu sobre a criação. A história descrita nos primeiros 11 capítulos de Gênesis testemunha a degeneração progressiva da raça humana como consequência deste estado de rebeldia e desobediência contra Deus.

Adão e Eva comeram do fruto proibido (3), Caim matou seu irmão Abel (4), a maldade aumentou de forma generalizada sendo julgada pelo dilúvio (6-9) e a Torre de Babel representa o ponto máximo da arrogância humana com a tentativa de invasão da morada divina. O ser humano caído não só deixa de exercer o domínio ordenado por Deus como se contrapõe ao domínio de Deus. O pecado que em sua origem era querer ser igual a Deus assumia a forma grotesca de rebelião contra Deus.


UNIÃO PARA O MAL (Gênesis 11:1-4; 11)

O recomeço da humanidade a partir de Noé acabou levando as gerações posteriores a protagonizarem a revolta mais arrogante contra Deus já registrada na Bíblia. Depois do dilúvio, os descendentes dos três filhos de Noé repovoaram a Terra. A população da terra era constituída de oito pessoas inicialmente. Conforme o relato bíblico, à medida que a população se multiplicou houve uma migração do Oriente para a planície da terra de Sinar (11:2). Desenvolveram ali uma nova tecnologia de edificações que dispensava o uso de pedras, mais difíceis de manejar e transportar (11:3). Esse avanço deu lugar ao plano audacioso de construção de uma cidade-torre que sinalizasse o seu poder e projetasse seu nome na história (11:4).

sábado, 9 de junho de 2018

PROFECIA, PROFETAS E PROFETISMO


A importância da profecia

Na formação do povo de Israel, a manutenção da adoração verdadeira ao Deus Verdadeiro precisava ser garantida a todo custo. A profecia sempre foi esta garantia por ser a comunicação divina capaz de dar direção espiritual ao povo. Era uma “janela para o futuro” aberta por Deus para que as gerações aprendessem com os erros dos seus pais e corrigissem a rota da sua jornada espiritual em obediência à Lei. “Onde não há profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei esse é bem-aventurado” (Pv 29:18).

A palavra profecia em português corrente significa “predição” ou “vaticínio” e refere-se ao prognóstico, à predição do futuro por inspiração divina. Na Bíblia, tanto profecia quanto profeta possuem um sentido técnico diferente do cotidiano. O verbo profetizar pode descrever sentidos diversos de acordo com diferentes contextos. No Antigo Israel, ao longo de oito séculos, diferentes tipos de profetas e grupos proféticos construíram o profetismo com ênfases e abordagens distintas de profecia. Desde o ministério de Moisés, os hebreus contaram com a presença de homens que falavam e agiam sob influência do Espírito de Deus (Nm 11:24,25).

Quando os israelitas ocuparam as terras de Canaã começou a ser cumprida uma profecia de Moisés: “O Senhor teu Deus te suscitará do meio de ti, dentre teus irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvirás” (Deuteronômio 18:15). Isto mostra que já havia na Tora uma compreensão da função do profeta como aquele que falava em nome de Deus. Abraão foi chamado de profeta (Gn 20:7). O próprio Moisés compreendia sua missão como profética. Desta forma, Israel aprendeu a esperar o agir de Deus através de um profeta. “E nunca mais se levantou em Israel profeta como Moisés, a quem o Senhor conhecesse face a face” (Dt 34:10). O olhar retrospectivo dos próprios profetas posteriores serve de testemunho desta compreensão. “Mas o Senhor por meio dum profeta fez subir a Israel do Egito, e por um profeta foi ele preservado” (Os 12:13).

Enquanto Moisés pode ser considerado um protótipo de todos os profetas, Cristo é o último e grande profeta, o Messias. “Pois Moisés disse: Suscitar-vos-á o Senhor vosso Deus, dentre vossos irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser” (At 3:22). Isto não exclui sua divindade, mas relaciona seu ministério com a revelação divina no Antigo Testamento e o apresenta como a palavra definitiva de Deus na história. “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho (...)” (Hb 1:1-3).


Quem é o “profeta”?

A ideia mais comum que se tem de profeta é a de um adivinho ou prognosticador. Neste sentido um profeta seria semelhante a um praticante de artes mágicas e ocultistas a serviço de pessoas desesperadas para descobrir o próprio futuro e manipular o “mundo espiritual”. Mas este conceito está distante do ensino bíblico. A Bíblia condena a prática da adivinhação. “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (Dt 18:9-12).

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sexta-feira, 20 de abril de 2018

E-EDUCAÇÃO B-BÍBLICA D-DINÂMICA

“EBD” também pode significar Educação Bíblica Dinâmica. E-Educação pelo objetivo da formação integral do ser. B-Bíblica pela centralidade da Palavra de Deus como fonte da Verdade. D-Dinâmica pela flexibilidade na metodologia, pela valorização da educação básica e pela ênfase na ação evangelizadora. Pensada desta forma, a Escola Bíblica Dominical terá o seu valor histórico resgatado e mostrará sua relevância na atualidade.

A Escola Bíblica Dominical nasceu na Inglaterra na segunda metade do Século XVIII como alternativa para educar crianças e adolescentes em situação de risco social, ameaçados por uma conjuntura de desemprego e violência em plena Revolução Industrial. Surgiu com a visão bíblica da responsabilidade social da igreja num contexto de exclusão. Desde seu nascedouro priorizou a atenção à infância. Hoje, a EBD deve continuar valorizando as crianças. Providenciando espaço físico e material didático, capacitando professores com vocação específica, envolvendo os pais no departamento e integrando o trabalho com crianças à vida da igreja.

Outra característica da EBD que possibilita uma Educação Bíblica Dinâmica é a ênfase na ação evangelizadora. As Escolas Dominicais estão na gênese dos Estados Unidos da América onde sempre tiveram importância fundamental na vida da Igreja. Devido ao grande número de cristãos nominais vinculados à igreja através das famílias, exerceu uma tarefa evangelística indispensável. Embora já tivesse perdido seu enfoque social, nos EUA a EBD adquiriu uma dinâmica integradora de novos crentes.

No Brasil, a chegada da EBD está associada à presença dos primeiros missionários protestantes no tempo em que prevalecia a catequese católica. Ao passo que as igrejas evangélicas se multiplicavam as Escolas Bíblicas alcançavam um número cada vez maios de brasileiros. Para que continue desenvolvendo seu caráter missionário nossa Escola Bíblica deve ser um “celeiro de dons”, espaço para descoberta e despertamento de dons e ministérios. Os alunos serão cristãos motivados e capacitados para alcançarem e servirem às pessoas com o poder do Evangelho.