quinta-feira, 31 de maio de 2012

ENTRE A FÉ E A RAZÃO COM TRAZENDO A ARCA



Quando ouviu o filho perguntar:
E o Cordeiro onde está?
Seu coração sangrou
Quando ouviu o pai lhe responder:
Deus irá prover!
Seu coração temeu

E lado a lado em silêncio os dois choraram
Ao verem chegando o lugar da decisão
Um pedido assim que parte o coração
Como escolher entre a fé e a razão

Quando dizer "não", é opção
E a fé te pede um: Sim
Quando é preciso enfrentar
E a alma quer fugir
É dificil ser como Abraão
E o filho entregar
Ser Isaque e deitar-se
Sobre as pedras do altar

Quando ouviu o filho perguntar:
E o Cordeiro onde está?
Seu coração sangrou
Quando ouviu o pai lhe responder:
Deus irá prover!
Seu coração temeu

E lado a lado em silêncio os dois choraram
Ao verem chegando o lugar da decisão
Um pedido assim que parte o coração
Como escolher entre a fé e a razão

Quando dizer "não", é opção
E a fé te pede um: Sim
Quando é preciso enfrentar
E a alma quer fugir
É dificil ser como Abraão
E o filho entregar
Ser Isaque e deitar-se
Sobre as pedras do altar

Quando dizer "não", é opção
E a fé me pede um: Sim
Quando eu preciso enfrentar
Minha'alma quer fugir
Eu preciso ser como Abraão
E tudo entregar
Ser Isaque e deitar-me
Sobre as pedras do altar

É preciso coragem pra subir
É preciso ter fé pra aceitar
É preciso ter força e dizer: sim
E deitar-se sobre as pedras do altar...

sábado, 26 de maio de 2012

JESUS E A FAMÍLIA, E AS "OUTRAS" FAMÍLIAS



Compartilho com os leitores do Blog destaques feitos na revista “Família – Uma visão de Jesus”, do Pr. Gilson Bifano, fundador do Ministério Oikos (www.clickfamilia.org.br). Tive acesso à literatura e ferramentas para Ministério com Famílias em eventos com o pastor Bifano em Salvador, em 2004 e 2005. Desde então tenho usado várias vezes o material e, neste mês da família fiz uma revisão para um estudo bíblico com a PIB em Catu.

Fiz destaques nos 13 estudos da revista que versam sobre a família na vida e no ministério e nos ensinos de Jesus. Procurei retirar da visão inclusiva do autor uma abordagem sobre as diferentes formas de ser família e a necessidade de quebrar com a imposição de um modelo único e distante da realidade da maioria das famílias da comunidade. 

Segue o esboço do estudo bíblico realizado na última quinta-feira (24/05) em nosso templo: 

JESUS E A FAMÍLIA, E AS “OUTRAS” FAMÍLIAS 

I - Com Jesus na família a graça restaura qualquer genealogia – Mt 1,1-17; Lc 3,23-38 

Embora possa haver um passado triste em nossa história familiar, a graça de Deus é maior. 

2 Sm 11 – Davi adulterou com Bate-Seba e assassinou Urias. 

Pais piedosos não garantem filhos piedosos. 

2 Cr 20-21 – Josafá era temente a Deus, mas Jeorão, seu filho tornou-se idólatra. 


II - Com Jesus a família supera qualquer condição econômica – Lc 2,21-24 

Jesus viveu numa família de relacionamentos afetuosos e valores inegociáveis. 

“Que importa o ovo, se o ninho é de águia” – Abraham Lincoln. 

Jesus nunca perdeu os vínculos familiares desenvolvendo-os ao longo da vida – Jo 19,26-27 


III – Com Jesus a solidão é vencida em família mesmo para solteiros – Mt 19,11-12 

O celibato é um estado honroso, principalmente para o serviço cristão - I Co 7,25-40 

Jesus demonstrou simpatia e nunca constrangeu uma família de adultos solteiros – Mt 26,6-13; Mc 14,3-9; Lc 10,38-42; Jo 11,1-44 e 12,1-11 


IV – Com Jesus aprendemos sobre tolerância e aceitação para os descasados – Jo 4,1-30 

O fracasso do matrimônio faz-se acompanhar de abandono e rejeição. 

A família deve ser espaço de amor e restauração para os descasados – Lc 10,25-37 


V – Com Jesus a família ampliada também é alcançada pelo amor – Mt 8,14-15; Lc 4,38-41; Mc 1,29-30 

Nossa família deve ser ambiente de cura para os idosos, viúvos e agregados. 

A ampliação dos laços afetivos aumenta o potencial de serviço da família.

terça-feira, 22 de maio de 2012

PARA CRESCER COM-UNIDADE


“Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” 
(Jo 17.20.21) 

Você lembra de alguma oração feita por alguém pelo seu crescimento? Jesus orou pelo crescimento da igreja. O A oração mais longa de Jesus registrada na Bíblia foi intercessória. Também chamada de oração sacerdotal, esta prece de Jesus pelos seus discípulos se deu num contexto de despedida e agonia. Foi a oração do coração de Jesus na qual Ele orou por si (17.1-8), pelos primeiros discípulos (9-19) e pelos futuros crentes (20-26). 
Nesta oração aprendemos, dentre outras lições, sobre a visão de Jesus sobre o crescimento da igreja. Um crescimento com unidade. A verdadeira unidade da igreja de Cristo conduz ao crescimento em direção ao mundo. O desejo do Senhor era que os discípulos tomassem como modelo a sua relação como o Pai. Uma vez que fossem “perfeitos em unidade” (v.23), ou seja, vivendo uma unidade completa, estariam preparados para levar o mundo a crer e conhecer o amor de Deus. 
Jesus sabia que eles estariam sujeitos à ação do Maligno e que o mundo os odiaria pela Palavra que receberam. Existe um esforço orquestrado das trevas para tentar impedir o avanço do Reino de Deus. E a prioridade de Satanás é destruir a unidade da igreja. Pois sem unidade não há crescimento. 
Mas, a vivência da unidade exige mais que discurso. O viver igreja tem sua dinâmica própria que diferencia a comunhão cristã de qualquer associação humana. Primeiro porque o penhor da unidade na igreja é a fé em Cristo. Antes de ser prática a unidade é mística. Cada crente unido a Cristo pela fé e todos formando uma união de crentes. O poder de Deus é capaz de unir pessoas diferentes sem impor uma uniformização de idéias e sentimentos. A igreja dever ser mosaico, jardim, aquarela. Deus assim o quer. 
Outra característica dessa dinâmica é a vivência da fé. A unidade é, sobretudo, mística, mas se revela na prática. É construída no diálogo, na concessão, na tolerância, em ceder, em perder para ganhar. No meio batista temos um exercício prático de unidade regularmente. Numa assembleia deliberativa pessoas discutem ideias. E quando uma decisão é consensual, da maioria, a atitude de quem vota em contrário é assumir a decisão como sua. Assim diferenças são superadas e não impedem a comunhão. O professor Társis Wallace repetia nas aulas de mentoreamento quando falava sobre unidade: 

Aquele que nos une 
é maior do que 
aquilo que nos separa.

terça-feira, 8 de maio de 2012

MÃE, METÁFORA DE DEUS

A mãe é uma metáfora de Deus. Com ela mantemos a relação mais significativa, mais afetiva, por ela somos mais afetados. A figura materna tem influência decisiva sobre a nossa história pessoal. Agostinho, afirmou que se alguém não é capaz de adorar sua mãe, jamais adorará a Deus. 
Deus revelou sua maternidade nas Escrituras. Mães sempre ocuparam o lugar de destaque na história da salvação. Na relação entre Deus e os homens registrada na Bíblia, encontramos diante da violência humana a imagem de uma mãe para expressar, com o seu amor, a confiança, a liberdade e o equilíbrio que sentimos na relação com Deus. 
Eva, primeira mãe, simboliza a mulher que recebe a capacidade de gerar vida, de dar a luz, mães de todos os homens. Sara, de estéril a mãe de nações, mãe da fé, dá luz à graça, ao riso, Isaque. Mas, não só a princesa recebe este dom, pois Agar, escrava, anuncia o Deus que vive, vê e ouve a aflição. A filha de Levi, Joquebede, mãe do libertador de Israel, a maior ameaça a Faraó era uma mulher grávida. 
Jesus, Deus encarnado, nasceu de uma mulher, a mais feliz de todas em todos os tempos. A jovem grávida do Espírito Santo dá luz. A maior ameaça aos poderosos e soberanos da Terra. Por isso Herodes intentou matar as crianças. César, em sua tirania, não pode impedir o Reino de Deus que foi inaugurado no ventre de Maria. 
O profeta Isaías anuncia a esperança no Deus que jamais esquece do seu povo: “Pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti” (Isaías 49,15). O salmista reconhece poeticamente este gesto e quer estar, como criança desmamada no seio da mãe, nos braços de Deus: “Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como esta criança” (Salmo 131,2). 
Deus é mãe desde a criação. A Criação é o útero de Deus. O Seu Espírito chocava o que era sem forma e vazio (Gn. 1,1-2). Por isso, assim como a mãe ama o filho por que o gerou, carregou na barriga, pariu, Deus nos ama por que nos criou. (Sl. 131). 
Uma criança que por qualquer motivo nunca reverencia sua mãe, dificilmente adorará a Deus. Agostinho reconhecia que Deus o alimentava através do leite materno. 
Aprendemos a orar a Deus chamando-o de Pai. E Deus é nosso pai também. É saudável ensinarmos assim, pois construiremos o princípio de respeito à autoridade, de proteção e provisão, de referencial para a vida que a figura masculina pode representar. 
Chamar e orar a Deus como mãe não anula esta compreensão, mas, complementa. Deus é Pai e Mãe. Mas, parece que nos esquecemos de buscá-lo assim. Talvez por medo de adorar a Maria, empobrecemos nossa adoração a Deus. Precisamos rever este conceito, precisamos reviver a nossa relação. 
Assim, aproveitemos o dia das mães para orar reconstruindo nossa comunicação com Deus, que é Pai Nosso, mas também Mãe Nossa: 

Nossa Mãe que nos embala dos céus,
venha a nós o teu terno cuidado.
Seja o teu desejo tão agradável
como os teus afetos.
Aqui, entre nós, como sempre foi.
Que o sustendo produzido em teu seio
sempre nos seja suficiente,
aliviando a nossa ansiedade. 
Livra-nos da tentação de esquecermos
que somos eternamente crianças em teus braços. Amém.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

MINHA FAMÍLIA NA FAMÍLIA DE DEUS


Igreja ou família, o que é mais importante? Da resposta a esta pergunta depende nosso compromisso e participação do plano eterno de Deus. Esta pergunta é retórica, ou seja, é feita para provocar uma reflexão. Na verdade, família e igreja não estão em oposição, disputando privilégio ou prioridade. 
Família e igreja estão intimamente relacionadas. A igreja não existe sem as famílias que a compõe. A família não subsistirá sem o suporte espiritual da igreja. 
Na minha família preservo laços de sangue, obtenho a formação para a vida. A família é o meu mundo significativo, isto é, o conjunto de pessoas que mais influenciam nas minhas escolhas pessoais. É também o meu espaço afetivo, no qual encontro aceitação, desenvolvo a auto-estima e adquiro segurança para enfrentar os desafios. 
Na igreja, família de Deus, os vínculos são formados no sangue de Cristo, somos seu corpo. Deus é nosso pai. Somos filhos, irmãos no Filho. A filiação divina e a fraternidade cristã oferecem o suporte para o cumprimento da vontade de Deus, o crescimento na fé. Na igreja, minha família descobre e desenvolve uma missão. Este sentimento de pertença serve-nos de apoio espiritual, pois envolve alvos supremos para a caminhada. 
Na história da salvação Deus usou famílias: Adão e Eva, Abraão e Sara, a família de Levi, de Daví. O Cristo foi recebido em família. A igreja nasceu em família (nas casas) e é assim constituída. Pensando assim, concluiremos que não existe uma disputa por importância. 
Existe um complemento, um contrato, uma parceria. Viva a igreja em casa (onde estiverem dois ou três—Mt 18,20). Viva a igreja como família de Deus.