sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

POR QUE (NÃO) CELEBRAR O NATAL?

Jesus nasceu em 25 de dezembro? Esta não é uma pergunta para ser feita na noite de Natal! Mas, é importante que saibamos: a resposta é não. Em nosso calendário Jesus teria nascido entre março e abril, o início da primavera no hemisfério norte.

O calendário em vigor no Ocidente criado artificialmente, não corresponde exatamente à organização do tempo nas culturas judaica e romana. Até o século VI o calendário ocidental tomava como marco inicial a fundação de Roma. Em 526 d.C. o imperador romano do Oriente, Justiniano I, decidiu organizar um calendário original partindo do ano do nascimento de Jesus. Este foi chamado Calendário de Dionízio. Em 1582 o papa Gregório XIII fez uma alteração. O mundo ocidental segue o calendário gregoriano.

Estas reformas e adaptações não corrigiram erros graves. Convivemos com diferenças que equivalem a períodos superiores a um ano. Parece confuso, mas, na verdade, Jesus nasceu entre os anos 7 a.C. e 3 a.C. Não vale a pena desprender energia com discussões em torno de datas. Jesus nasceu. Isto é um fato bíblico.

Não encontramos na Bíblia a menção do termo NATAL. No entanto, ela é enfática em sua defesa da importância histórica e teológica do nascimento de Cristo. Isso se conclui dos registros de eventos que cercaram o nascimento de Jesus: A adoração dos pastores (Lucas 2:8-12); as dádivas recebidas dos Magos (Mateus 2:1-11); o anúncio de paz e boa vontade dos anjos (Lucas 2:13 e 14).

Os apóstolos e os primeiros cristãos eram incomodados por outra pergunta: quando Jesus se tornara o Cristo? Depois da ressurreição? No batismo? O tempo passava e o interesse avançava da ressurreição para toda a vida de Jesus, inclusive seu Natal. Assim, somente cerca de trinta anos após a ascensão do Senhor eles começaram a registrar o seu nascimento como Deus-Homem.

Os textos bíblicos que tratam do seu nascimento foram escritos depois de sua ascensão e são o resultado de um processo de descoberta. São fruto do amor que movia aqueles que o conheceram como Senhor e Salvador. O Espírito inspirava esta investigação e revelava o conhecimento da verdade. Os escritores sacros procuraram saber tudo, inclusive a origem. Chegaram então à revelação de que Jesus já nascera como Deus, pois era Deus encarnado. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1,1 - ARA). Por isso, os evangelhos foram escritos visando afirmar que Ele nasceu e viveu com Deus-Homem, sendo a salvação dos homens.

A data exata do advento sempre foi cercada de polêmica. A primeira comemoração do Natal de Jesus em 25 de dezembro deu-se entre 325 e 354 d.C. em Ro­ma, mediante o imperador Constantino. Até hoje a Igreja Ortodoxa observa o Natal em 6 de janeiro, e os cristãos armênios em 19 de janeiro. No dia 25 de dezembro celebrava-se o renascimento Sol, quando, no hemisfério norte, os dias começavam a ser mais longos. Era o solstício de inverno.

Como Solano Portela observou:

“gradualmente a celebração do Natal foi assimilando vários costumes existentes nas nações que iam recebendo o Cristianismo. Muitos destes costumes, pagãos em origem, foram se transformando e, vencidos pelo Cristianismo, foram se enquadrando no espírito de Natal”. (“Porque Celebramos o Natal” - F. Solano Portela - Monergismo”)

O cristianismo não deixou de aprender com as diversas culturas que assimilava. Mas seu poder espiritual dava novo significado a costumes e festas.

O Natal é nossa demonstração de gratidão pelo ADVENTO daquele que veio salvar os pecadores. O Sol brilhou entre os homens. A verdadeira Luz traz vida a todos. O Natal é uma celebração. Deixar de festejar com o coração porque a mente não resolve um problema de calendário é reduzir o mistério da encarnação em seu significado transcendente.


REFERÊNCIAS

PORTELA, F. Solano. Porque celebramos o Natal. Disponível em: http://www.monergismo.com/textos/natal/natal_solano.htm. Acessado em: 24 set. 2022.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O PAPEL DECISIVO DO PASTOR NA OBRA MISSIONÁRIA

*Publicado originalmente na Revista Missões Estaduais 2012 da Convenção Batista Baiana

O pastor, por ser o líder principal da igreja, exerce um papel decisivo na mobilização para a obra missionária. Missões precisa de missionários nos campos e pastores nas igrejas locais. E quando tratamos de uma campanha, sua atuação é decisiva em todo o processo para MOTIVAR, ENVOLVER e AVALIAR.

MOTIVAÇÃO. O pastor é motivado quando encontra motivo na teologia bíblica de missões que lhe apresenta Deus como missionário. Estar em missão com Deus leva o pastor a motivar a igreja com essa compreensão, principalmente através do púlpito. O pastor deve soltar a voz com energia e convocar o povo, desafiar para maior compromisso na intercessão, contribuição e ação. A palavra do pastor tem peso, por outro lado, seu silêncio pode esmagar qualquer campanha. A motivação começa com pregação contextualizada, estudos consistentes, aconselhamento e oração.

ENVOLVIMENTO. Discurso sem prática esvazia-se depressa e torna-se desmotivador. O pastor precisa envolver-se. Numa campanha missionária o pastor não pode ser passivo, distante, burocrático. Deve ir às ruas, abrir a carteira, dobrar os joelhos. Ser modelo para a igreja, sobretudo para a juventude.

AVALIAÇÃO. Amadurecimento exige avaliação constante. Precisamos aprender para evitar a repetição de erros. O alcance do alvo financeiro, por exemplo, não significa necessariamente sucesso. Crescimento no levantamento da oferta deve vir acompanhado de maturidade espiritual, envolvimento no evangelismo, despertamento de vocações. Um pastor deve administrar o tempo de tal forma que lhe seja possível motivar falando, dar exemplo fazendo e levar a igreja a aprender avaliando para criar uma “memória missionária”.

No entanto, esse papel do pastor só será bem desempenhado se ele for coadjuvante do Espírito Santo, o único que de fato poderá motivar a igreja envolvendo-a com a expansão do Reino de Deus. Ele sonda nossos corações e avalia a todo instante nosso compromisso com a obra missionária.

TEMPO DE MUDANÇA

Depois de um período dedicado a oração, conversas com a família e reuniões com a PIB em Catu-BA decidimos aceitar o convite da PIB em Divin...