Na oração sacerdotal (João 17) Jesus afirmou que seus discípulos não eram "deste mundo", não pertenciam ao sistema de valores dominados pelo mal, mas, "estavam no mundo", por isso, rogava ao Pai que os livrasse do Maligno. Assim ele concluiu também a oração do Pai-Nosso. Em Romanos 12,1-2, o Apóstolo Paulo apresenta-nos o desafio da renovação da mente e da transformação do mundo conforme a lógica de Cristo.
No mundo, com a mente de Cristo, o cristão é um agente político. Aristóteles (384 a.C – 322 a.C) já preconizara: zoon politikon, o homem é um animal político, um ser racional que usa sua capacidade lógica para interagir na vida social. Como agentes políticos, participantes da organização da vida na "polis", precisamos pensar e agir segundo a mente de Cristo (2 Coríntios 2:16) para assumirmos um posicionamento político coerente com o Reino de Deus. A renovação da mente (noós) transforma nosso ser fazendo-nos capazes de experimentar a vontade de Deus.
A realidade precisa ser enfrentada. Vivemos numa democracia. A Constituição Federal assegura que “todo o poder emana do povo, que o exerce através de representantes eleitos ou diretamente” (CF, Art 1º). Para efetivar esta participação foi instituído o pluralismo partidário. Os partidos são formados pela sociedade organizada e referendados por uma justiça eleitoral. Diante das propostas apresentadas por estas organizações políticas, o voto da maioria indicará como o Estado deverá ser governado. O voto, direto e secreto, com valor igual para todos, é, ao mesmo tempo, direito e dever (CF, Art 14º).
Tanto pelo fundamento bíblico quanto pela lei civil o cristão deve evitar uma postura alienada, vendida, cuidando da vida eterna como sinônimo de “vida espiritual”, no “amanhã”, no “além”, justificando com isso um individualismo irresponsável. Se somos cidadãos, com direitos e deveres, usemos os meios legítimos para transformar as estruturas segundo a vontade de Deus. O cristão deve votar, porém, com a "mente de Cristo" e sua escolha deve ser pautada pelos compromissos estabelecidos no Evangelho. As propostas devem ser avaliadas pelo crivo da cosmovisão cristã, que emana das Escrituras.
Diante desse desafio, entendemos que a mente do cristão deve levá-lo à conscientização. Este processo se dá no confronto com a realidade. A consciência que leva a ação, que conduz sua prática de vida a um posicionamento político coerente com a verdade bíblica. Esta postura politizada envolve a prática do amor nas relações sociais, a busca da justiça do Reino de Deus e a resistência diante de qualquer expressão da maldade. Nenhuma escolha humana será perfeita ou definitiva, mas a escolha do cristão sempre deve considerar a coerência com os valores cristãos.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
APRESENTAÇÃO DO CURSO "FÉ NA PREVENÇÃO"
Iniciei esta semana o CURSO: FÉ NA PREVENÇÃO e passarei a divulgar aqui o material e as experiências objetivando a socialização e o despertamento. Acompanhem também nas redes sociais:
Twitter: @petronioborges
Facebook: Petronio Borges
Orkut: Petronio&Ana Borges
Mensseger: petronioborges2@hotmail.com
APRESENTAÇÃO
O curso Prevenção do Uso de Drogas em Instituições Religiosas e Movimentos Afins – “Fé na Prevenção” é promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) órgão integrante do Ministério da Justiça, é executado pela Unidade de Dependência de Drogas (UDED) do Departamento de Psicobiologia e pelo Departamento de Informática em Saúde (DIS) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e objetiva capacitar 5000 (cinco mil) pessoas de todo o Brasil, que desempenham papel de lideranças religiosas ou que atuam em movimentos afins, para ações de prevenção do uso de drogas e outros comportamentos de risco, bem como na abordagem de situações que requeiram encaminhamento às redes de serviço.
O conteúdo programático do curso aborda diversas temáticas relacionadas ao conceito e à classificação de drogas, além de técnicas de abordagem, Intervenção Breve, formas de encaminhamento e Entrevista Motivacional na prevenção do uso de álcool e/ou outras drogas.
Terá início dia 6 de Fevereiro de 2012 o curso Fé na Prevenção 2ª edição onde foram selecionados cinco mil candidatos entre aproximadamente dez mil inscrições para realizar o curso.
O curso é apresentado como um programa de Educação Continuada a Distância. Sua proposta pedagógica foi baseada principalmente na concepção de autoaprendizagem, considerando os líderes religiosos como estudantes autônomos para conduzir o próprio processo de aprendizagem, definir o ritmo de estudo e suas prioridades, estabelecer suas próprias relações contextuais e tirar suas conclusões para a vida prática.A abordagem utilizada possibilita, ainda, que os líderes religiosos consultem materiais complementares e troquem ideias com outros participantes e com a equipe da tutoria, que estará acompanhando de perto seu processo de aprendizagem.
Fonte: http://www.fenaprevencao.org.br/senad
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
O SERVIÇO INTEGRAL NA MISSÃO DA IGREJA
Como um cristão deve agir diante do crescimento da desigualdade e da miséria? A igreja tem alguma responsabilidade diante deste quadro? Qual a minha e a sua responsabilidade diante disso?
Os batistas temos um princípio histórico denominado "separação entre Igreja e Estado". Esta compreensão nasceu para preservar a liberdade religiosa diante do Estado e resistir à sua influência política em matéria de fé. Entretanto, no curso da história, este princípio muitas vezes foi afirmado para justificar a omissão da igreja diante das injustiças sociais e da desigualdade. Ouvíamos a pregação (anti-bíblica): a igreja cuida da “vida espiritual” e o Estado cumpre sua responsabilidade social. Como se o ser humano pudesse ser dividido em dois ou a igreja abduzida da realidade terrestre.
A igreja deve assumir uma postura profética de denúncia da corrupção, que é pecado, e agir para a promoção da dignidade humana. Entendendo que não será o único agente responsável pela mudança, deve se conscientizar do potencial que possui enquanto comunidade de fé e associar-se em parceria com outros agentes da sociedade civil organizada para servir ao homem por inteiro.
A igreja deve partir para o mundo depois de uma vivência de comunhão que permita o suprimento das necessidades do Corpo de Cristo. Quando aprendermos a identificar as necessidades materiais, afetivas e espirituais dos membros da igreja local, alcançaremos coerência e autoridade para a pregação do Evangelho e a intervenção social no mundo.
O apóstolo Paulo exortou os gálatas: “Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6,10). Parece que os irmãos da Ásia Menor já haviam se distanciado do ideal de Jerusalém e não tinham mais “tudo em comum” (Atos 2,44). Mesmo que o texto nos comunique prioridade, não poderá, à luz da mensagem bíblica, significar exclusividade.
A Igreja deve aprender com a missão de Jesus e assumi-la para promover o serviço integral (Lc 4,18-19):
1 - “anunciar boas novas aos pobres”;
2 - “proclamar libertação aos presos”;
3 - “e restauração da vista aos cegos”;
4 - “para pôr em liberdade os oprimidos”;
5 – “e para proclamar o ano aceitável do Senhor”
Assim, conheceremos o próprio Cristo revelado em quem tem fome e sede, é forasteiro, está nu ou doente, ou ainda na prisão. “Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25,40).
Os batistas temos um princípio histórico denominado "separação entre Igreja e Estado". Esta compreensão nasceu para preservar a liberdade religiosa diante do Estado e resistir à sua influência política em matéria de fé. Entretanto, no curso da história, este princípio muitas vezes foi afirmado para justificar a omissão da igreja diante das injustiças sociais e da desigualdade. Ouvíamos a pregação (anti-bíblica): a igreja cuida da “vida espiritual” e o Estado cumpre sua responsabilidade social. Como se o ser humano pudesse ser dividido em dois ou a igreja abduzida da realidade terrestre.
A igreja deve assumir uma postura profética de denúncia da corrupção, que é pecado, e agir para a promoção da dignidade humana. Entendendo que não será o único agente responsável pela mudança, deve se conscientizar do potencial que possui enquanto comunidade de fé e associar-se em parceria com outros agentes da sociedade civil organizada para servir ao homem por inteiro.
A igreja deve partir para o mundo depois de uma vivência de comunhão que permita o suprimento das necessidades do Corpo de Cristo. Quando aprendermos a identificar as necessidades materiais, afetivas e espirituais dos membros da igreja local, alcançaremos coerência e autoridade para a pregação do Evangelho e a intervenção social no mundo.
O apóstolo Paulo exortou os gálatas: “Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6,10). Parece que os irmãos da Ásia Menor já haviam se distanciado do ideal de Jerusalém e não tinham mais “tudo em comum” (Atos 2,44). Mesmo que o texto nos comunique prioridade, não poderá, à luz da mensagem bíblica, significar exclusividade.
A Igreja deve aprender com a missão de Jesus e assumi-la para promover o serviço integral (Lc 4,18-19):
1 - “anunciar boas novas aos pobres”;
2 - “proclamar libertação aos presos”;
3 - “e restauração da vista aos cegos”;
4 - “para pôr em liberdade os oprimidos”;
5 – “e para proclamar o ano aceitável do Senhor”
Assim, conheceremos o próprio Cristo revelado em quem tem fome e sede, é forasteiro, está nu ou doente, ou ainda na prisão. “Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25,40).
sábado, 7 de janeiro de 2012
DONS E MINISTÉRIOS NA IGREJA
Os dons do Espírito Santo representam a capacitação de Deus para todos os crentes. Eles são concedidos individualmente, mas sua finalidade é o crescimento sadio da Igreja. Deus estabeleceu uma interdependência entre os ministérios cristãos com o propósito de servirmos juntos para o crescimento em unidade.
Servir com dons e ministérios é obedecer à vontade de Deus para a Igreja. Devemos exercitar a unidade da igreja e alcançar pessoas que precisam ver em nós a expressão do amor de Deus. O estudo sobre dons e ministérios na Bíblia mostra que Deus quer revelar sua glória através do serviço cristão.
A salvação em Cristo faz valer a pena todo esforço por parte do cristão para a vivência da comunhão na igreja. Também encoraja a enfrentar o sofrimento para testemunhar no mundo. Steve e Lois Rabey, em seu manual de discipulado “Lado a Lado”, lembram que “as pessoas que atendem ao chamado de seguir a Cristo não estão se unindo a um clube ou uma empresa; em vez disso, estão sendo incluídos no corpo de Cristo, místico e universal”.
A igreja enquanto corpo espiritual de Cristo expressa sua unidade espiritual através do amor fraternal, da harmonia e da cooperação voluntária, como afirma a Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira no tópico sobre a Igreja. A motivação para o serviço na igreja passa pela vivência saudável da unidade fraterna.
A unidade e a diversidade da Igreja são obra do Espírito Santo. A Igreja é una. O Espírito habita em todos os crentes. A Igreja é multifacetada. O Espírito distribui diferentes dons aos crentes. É na dinâmica dos relacionamentos que o serviço deixa de ser um peso, uma humilhação, e torna-se oportunidade de desenvolver o Corpo. Na igreja somos ‘servos dos servos de Deus’. O amor fraternal que nos une se expressa através do serviço.
Em 1 Coríntios 12,4-6 encontramos uma importante base bíblica para esta doutrina:
"Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos".
Identificamos aqui palavras que ajudam a definir “dom espiritual” e “ministério”:
(1) “charismata” (v. 4) - dons da graça de Deus;
(2) “diakoniai” (v. 5) - maneiras de servir;
(3) “energêmata” (v. 6) - energias, atividades.
No livro “Batismo e Plenitude do Espírito Santo”, John Stott extrai destes termos uma definição de dons espirituais como capacidades outorgadas pela graça de Deus para habilitar os crentes a exerceram ministérios específicos. O autor insiste também que não devemos traçar uma divisão muito rígida entre talentos naturais e dons espirituais. Segundo ele, o máximo que podemos assegurar é que existe, por um lado, o simples reforço uma capacidade natural e, por outro, pode ocorrer a manifestação de uma capacidade extraordinária. Isso porque Deus é o Deus da criação e da nova criação (Jr 1,5; Gl 1,15). Os recursos já presentes nas pessoas antes de sua conversão são potencializados pela ação do Espírito e orientados de acordo com novo objetivo (a causa pela qual serve e para que faz) e motivação (o incentivo que o orientam).
Darrell Robinson, no livro “Igreja: celeiro de dons”, identificou em todo o Novo Testamento dezenove dons divididos em três grupos: dons de sinais (milagres, curas, línguas e interpretação de línguas), dons de apoio (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres, fé discernimento, sabedoria e conhecimento) e dons de serviço (ministério/serviço/socorros, exortação, administração/liderança, misericórdia, contribuição e hospitalidade). No entanto, estas listas serão sempre incompletas porque a operação do Espírito excede os limites da razão. A sabedoria de Deus é multiforme (Ef 3,10). Sua graça também é múltipla (1Pe 4,10).
Deus está constantemente em ação através dos processos da história e da natureza. Deus é soberano e livre. Existem situações especiais em que lhe apraz fazer milagres hoje. Mas, o Deus da Bíblia não é somente um Deus de milagres. É certo que Deus testificou da mensagem das testemunhas oculares apostólicas através de milagres. No entanto, milagres em nossos dias não servem para confirmar a revelação especial que já está completa.
Todos os dons espirituais da Bíblia são dados hoje?
Concordamos com Robinson sobre a forma como os dons espirituais se evidenciam na contemporaneidade: “existem ocasiões e lugares hoje nos quais as intervenções miraculosas de Deus ainda se fazem necessárias para o impacto do evangelho (...), Mas a história revela que, quanto maior a exposição do povo à Palavra, menor a necessidade de confirmar ou respaldar Suas verdades com sinais miraculosos. O Espírito Santo apresenta Sua própria validação no coração da pessoa que ouve a Palavra”.
Quanto a apóstolos e profetas, por exemplo, no sentido bíblico do termo não existem mais hoje, porque a autorrevelação de Deus foi completada em Cristo e no testemunho apostólico de Cristo, e o cânon da Escritura foi encerrado. Neste ponto, Stott observa: “Deus não ensina mais a Igreja através de revelação nova, mas pela exposição da sua revelação que foi completada em Cristo e na Bíblia”.
Voltando a pensar na igreja local, lembremos que um dom espiritual é, portanto, não o poder espiritual isolado do contexto do serviço nem a chancela para uma determinada função ou cargo. Pensado biblicamente, dom é capacitação espiritual que qualifica uma pessoa a exercer um ministério. Mas os dons precisam ser descobertos, despertados e desenvolvidos. Eles devem ser usados para a edificação da igreja e para a evangelização.
Já citamos a palavra grega “diakonia”, traduzida por serviço ou ministério. Quem exerce um ministério é um servo, ou ministro. Na igreja todos são ministros. Quando uma ou mais pessoas estão diante de uma necessidade e respondem com os seus dons, nasce um ministério. A organização do serviço da igreja deve acontecer em função dos dons e ministérios.
Duas verdades são, portanto, imprescindíveis para a reflexão bíblica acerca de dons e ministérios:
(1) o Novo Testamento nos garante que todo cristão tem pelo menos um dom ou capacitação para o serviço, por mais adormecido ou desusado que seja (Rm 12,3;6; 1Co 12,11; Ef 4,7; 1Pe 4,10).
(2) Cada Igreja local foi capacitada por Deus com todos os dons de que precisa para sua vida, sua saúde, seu crescimento e seu trabalho.
Os ministérios não são “micro-igrejas”, mas são mutuamente dependentes, formando uma unidade. Precisamos, com humildade, dialogar quando houver divergência, negociar o uso de espaços e oportunidades no calendário, compartilhar recursos para o bem comum. A vivência da interdependência deve começar entre os líderes e se estender por toda a Igreja. Essa prática consolida a unidade e leva ao crescimento.
O serviço na igreja exige organização e essa tarefa compete prioritariamente à liderança. A orientação do apóstolo Paulo a Tito foi para colocar em ordem o que ainda não estava e, para isso, era necessário constituir uma liderança que supervisionasse o trabalho (Tt 1,5). Marcos Monteiro, em seu comentário aos Efésios, afirma que a liderança “era um presente de Cristo à comunidade para que esta, em sua diversidade de dons, fosse treinada para uma plena maturidade”.
Os ministérios podem se organizar em três áreas:
(1) adoração, serviço a Deus;
(2) edificação, serviço aos de dentro;
(3) evangelização, serviço aos de fora.
Estas áreas definem o objetivo de cada ministério e facilitam o planejamento das ações. Mesmo sabendo que as estruturas ministeriais são falíveis, por isso, provisórias, devemos usá-las com reflexão e coragem para inovar.
As pessoas normalmente chegam à igreja movidas por necessidades, principalmente espirituais. Estas pessoas evitarão uma “igreja de famílias”, com divisões de poder entre grupos fechados. Elas buscarão uma igreja que cria espaços para o desenvolvimento de talentos com estruturas que valorizam o potencial humano. Depois de convertidas, terão seus olhos espirituais abertos e compreenderão que, o objetivo de Deus sempre foi o de revelar a sua glória através do serviço.
Servir com dons e ministérios é obedecer à vontade de Deus para a Igreja. Devemos exercitar a unidade da igreja e alcançar pessoas que precisam ver em nós a expressão do amor de Deus. O estudo sobre dons e ministérios na Bíblia mostra que Deus quer revelar sua glória através do serviço cristão.
A motivação para o serviço
A salvação em Cristo faz valer a pena todo esforço por parte do cristão para a vivência da comunhão na igreja. Também encoraja a enfrentar o sofrimento para testemunhar no mundo. Steve e Lois Rabey, em seu manual de discipulado “Lado a Lado”, lembram que “as pessoas que atendem ao chamado de seguir a Cristo não estão se unindo a um clube ou uma empresa; em vez disso, estão sendo incluídos no corpo de Cristo, místico e universal”.
A igreja enquanto corpo espiritual de Cristo expressa sua unidade espiritual através do amor fraternal, da harmonia e da cooperação voluntária, como afirma a Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira no tópico sobre a Igreja. A motivação para o serviço na igreja passa pela vivência saudável da unidade fraterna.
A unidade e a diversidade da Igreja são obra do Espírito Santo. A Igreja é una. O Espírito habita em todos os crentes. A Igreja é multifacetada. O Espírito distribui diferentes dons aos crentes. É na dinâmica dos relacionamentos que o serviço deixa de ser um peso, uma humilhação, e torna-se oportunidade de desenvolver o Corpo. Na igreja somos ‘servos dos servos de Deus’. O amor fraternal que nos une se expressa através do serviço.
Definição de “dom espiritual”
Em 1 Coríntios 12,4-6 encontramos uma importante base bíblica para esta doutrina:
"Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos".
Identificamos aqui palavras que ajudam a definir “dom espiritual” e “ministério”:
(1) “charismata” (v. 4) - dons da graça de Deus;
(2) “diakoniai” (v. 5) - maneiras de servir;
(3) “energêmata” (v. 6) - energias, atividades.
No livro “Batismo e Plenitude do Espírito Santo”, John Stott extrai destes termos uma definição de dons espirituais como capacidades outorgadas pela graça de Deus para habilitar os crentes a exerceram ministérios específicos. O autor insiste também que não devemos traçar uma divisão muito rígida entre talentos naturais e dons espirituais. Segundo ele, o máximo que podemos assegurar é que existe, por um lado, o simples reforço uma capacidade natural e, por outro, pode ocorrer a manifestação de uma capacidade extraordinária. Isso porque Deus é o Deus da criação e da nova criação (Jr 1,5; Gl 1,15). Os recursos já presentes nas pessoas antes de sua conversão são potencializados pela ação do Espírito e orientados de acordo com novo objetivo (a causa pela qual serve e para que faz) e motivação (o incentivo que o orientam).
Tipos de dons espirituais na Bíblia
Darrell Robinson, no livro “Igreja: celeiro de dons”, identificou em todo o Novo Testamento dezenove dons divididos em três grupos: dons de sinais (milagres, curas, línguas e interpretação de línguas), dons de apoio (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres, fé discernimento, sabedoria e conhecimento) e dons de serviço (ministério/serviço/socorros, exortação, administração/liderança, misericórdia, contribuição e hospitalidade). No entanto, estas listas serão sempre incompletas porque a operação do Espírito excede os limites da razão. A sabedoria de Deus é multiforme (Ef 3,10). Sua graça também é múltipla (1Pe 4,10).
Todos os dons espirituais são miraculosos?
Deus está constantemente em ação através dos processos da história e da natureza. Deus é soberano e livre. Existem situações especiais em que lhe apraz fazer milagres hoje. Mas, o Deus da Bíblia não é somente um Deus de milagres. É certo que Deus testificou da mensagem das testemunhas oculares apostólicas através de milagres. No entanto, milagres em nossos dias não servem para confirmar a revelação especial que já está completa.
Todos os dons espirituais da Bíblia são dados hoje?
Concordamos com Robinson sobre a forma como os dons espirituais se evidenciam na contemporaneidade: “existem ocasiões e lugares hoje nos quais as intervenções miraculosas de Deus ainda se fazem necessárias para o impacto do evangelho (...), Mas a história revela que, quanto maior a exposição do povo à Palavra, menor a necessidade de confirmar ou respaldar Suas verdades com sinais miraculosos. O Espírito Santo apresenta Sua própria validação no coração da pessoa que ouve a Palavra”.
Quanto a apóstolos e profetas, por exemplo, no sentido bíblico do termo não existem mais hoje, porque a autorrevelação de Deus foi completada em Cristo e no testemunho apostólico de Cristo, e o cânon da Escritura foi encerrado. Neste ponto, Stott observa: “Deus não ensina mais a Igreja através de revelação nova, mas pela exposição da sua revelação que foi completada em Cristo e na Bíblia”.
Os dons e ministérios na igreja local
Voltando a pensar na igreja local, lembremos que um dom espiritual é, portanto, não o poder espiritual isolado do contexto do serviço nem a chancela para uma determinada função ou cargo. Pensado biblicamente, dom é capacitação espiritual que qualifica uma pessoa a exercer um ministério. Mas os dons precisam ser descobertos, despertados e desenvolvidos. Eles devem ser usados para a edificação da igreja e para a evangelização.
Já citamos a palavra grega “diakonia”, traduzida por serviço ou ministério. Quem exerce um ministério é um servo, ou ministro. Na igreja todos são ministros. Quando uma ou mais pessoas estão diante de uma necessidade e respondem com os seus dons, nasce um ministério. A organização do serviço da igreja deve acontecer em função dos dons e ministérios.
Duas verdades são, portanto, imprescindíveis para a reflexão bíblica acerca de dons e ministérios:
(1) o Novo Testamento nos garante que todo cristão tem pelo menos um dom ou capacitação para o serviço, por mais adormecido ou desusado que seja (Rm 12,3;6; 1Co 12,11; Ef 4,7; 1Pe 4,10).
(2) Cada Igreja local foi capacitada por Deus com todos os dons de que precisa para sua vida, sua saúde, seu crescimento e seu trabalho.
A organização do serviço ministerial
Os ministérios não são “micro-igrejas”, mas são mutuamente dependentes, formando uma unidade. Precisamos, com humildade, dialogar quando houver divergência, negociar o uso de espaços e oportunidades no calendário, compartilhar recursos para o bem comum. A vivência da interdependência deve começar entre os líderes e se estender por toda a Igreja. Essa prática consolida a unidade e leva ao crescimento.
O serviço na igreja exige organização e essa tarefa compete prioritariamente à liderança. A orientação do apóstolo Paulo a Tito foi para colocar em ordem o que ainda não estava e, para isso, era necessário constituir uma liderança que supervisionasse o trabalho (Tt 1,5). Marcos Monteiro, em seu comentário aos Efésios, afirma que a liderança “era um presente de Cristo à comunidade para que esta, em sua diversidade de dons, fosse treinada para uma plena maturidade”.
Os ministérios podem se organizar em três áreas:
(1) adoração, serviço a Deus;
(2) edificação, serviço aos de dentro;
(3) evangelização, serviço aos de fora.
Estas áreas definem o objetivo de cada ministério e facilitam o planejamento das ações. Mesmo sabendo que as estruturas ministeriais são falíveis, por isso, provisórias, devemos usá-las com reflexão e coragem para inovar.
Ministérios que alcançam o mundo
As pessoas normalmente chegam à igreja movidas por necessidades, principalmente espirituais. Estas pessoas evitarão uma “igreja de famílias”, com divisões de poder entre grupos fechados. Elas buscarão uma igreja que cria espaços para o desenvolvimento de talentos com estruturas que valorizam o potencial humano. Depois de convertidas, terão seus olhos espirituais abertos e compreenderão que, o objetivo de Deus sempre foi o de revelar a sua glória através do serviço.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
POR QUE (NÃO) CELEBRAR O NATAL?
Jesus nasceu em 25 de dezembro? Esta não é uma pergunta para ser feita na noite de Natal! Mas, é importante que saibamos: a resposta é não. Em nosso calendário Jesus teria nascido entre março e abril, o início da primavera no hemisfério norte.
O calendário em vigor no Ocidente criado artificialmente, não corresponde exatamente à organização do tempo nas culturas judaica e romana. Até o século VI o calendário ocidental tomava como marco inicial a fundação de Roma. Em 526 d.C. o imperador romano do Oriente, Justiniano I, decidiu organizar um calendário original partindo do ano do nascimento de Jesus. Este foi chamado Calendário de Dionízio. Em 1582 o papa Gregório XIII fez uma alteração. O mundo ocidental segue o calendário gregoriano.
Estas reformas e adaptações não corrigiram erros graves. Convivemos com diferenças que equivalem a períodos superiores a um ano. Parece confuso, mas, na verdade, Jesus nasceu entre os anos 7 a.C. e 3 a.C. Não vale a pena desprender energia com discussões em torno de datas. Jesus nasceu. Isto é um fato bíblico.
Não encontramos na Bíblia a menção do termo NATAL. No entanto, ela é enfática em sua defesa da importância histórica e teológica do nascimento de Cristo. Isso se conclui dos registros de eventos que cercaram o nascimento de Jesus: A adoração dos pastores (Lucas 2:8-12); as dádivas recebidas dos Magos (Mateus 2:1-11); o anúncio de paz e boa vontade dos anjos (Lucas 2:13 e 14).
Os apóstolos e os primeiros cristãos eram incomodados por outra pergunta: quando Jesus se tornara o Cristo? Depois da ressurreição? No batismo? O tempo passava e o interesse avançava da ressurreição para toda a vida de Jesus, inclusive seu Natal. Assim, somente cerca de trinta anos após a ascensão do Senhor eles começaram a registrar o seu nascimento como Deus-Homem.
Os textos bíblicos que tratam do seu nascimento foram escritos depois de sua ascensão e são o resultado de um processo de descoberta. São fruto do amor que movia aqueles que o conheceram como Senhor e Salvador. O Espírito inspirava esta investigação e revelava o conhecimento da verdade. Os escritores sacros procuraram saber tudo, inclusive a origem. Chegaram então à revelação de que Jesus já nascera como Deus, pois era Deus encarnado. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1,1 - ARA). Por isso, os evangelhos foram escritos visando afirmar que Ele nasceu e viveu com Deus-Homem, sendo a salvação dos homens.
A data exata do advento sempre foi cercada de polêmica. A primeira comemoração do Natal de Jesus em 25 de dezembro deu-se entre 325 e 354 d.C. em Roma, mediante o imperador Constantino. Até hoje a Igreja Ortodoxa observa o Natal em 6 de janeiro, e os cristãos armênios em 19 de janeiro. No dia 25 de dezembro celebrava-se o renascimento Sol, quando, no hemisfério norte, os dias começavam a ser mais longos. Era o solstício de inverno.
Como Solano Portela observou:
“gradualmente a celebração do Natal foi assimilando vários costumes existentes nas nações que iam recebendo o Cristianismo. Muitos destes costumes, pagãos em origem, foram se transformando e, vencidos pelo Cristianismo, foram se enquadrando no espírito de Natal”. (“Porque Celebramos o Natal” - F. Solano Portela - Monergismo”)
O cristianismo não deixou de aprender com as diversas culturas que assimilava. Mas seu poder espiritual dava novo significado a costumes e festas.
O Natal é nossa demonstração de gratidão pelo ADVENTO daquele que veio salvar os pecadores. O Sol brilhou entre os homens. A verdadeira Luz traz vida a todos. O Natal é uma celebração. Deixar de festejar com o coração porque a mente não resolve um problema de calendário é reduzir o mistério da encarnação em seu significado transcendente.
REFERÊNCIAS
PORTELA, F. Solano. Porque celebramos o Natal. Disponível em: http://www.monergismo.com/textos/natal/natal_solano.htm. Acessado em: 24 set. 2022.
O calendário em vigor no Ocidente criado artificialmente, não corresponde exatamente à organização do tempo nas culturas judaica e romana. Até o século VI o calendário ocidental tomava como marco inicial a fundação de Roma. Em 526 d.C. o imperador romano do Oriente, Justiniano I, decidiu organizar um calendário original partindo do ano do nascimento de Jesus. Este foi chamado Calendário de Dionízio. Em 1582 o papa Gregório XIII fez uma alteração. O mundo ocidental segue o calendário gregoriano.
Estas reformas e adaptações não corrigiram erros graves. Convivemos com diferenças que equivalem a períodos superiores a um ano. Parece confuso, mas, na verdade, Jesus nasceu entre os anos 7 a.C. e 3 a.C. Não vale a pena desprender energia com discussões em torno de datas. Jesus nasceu. Isto é um fato bíblico.
Não encontramos na Bíblia a menção do termo NATAL. No entanto, ela é enfática em sua defesa da importância histórica e teológica do nascimento de Cristo. Isso se conclui dos registros de eventos que cercaram o nascimento de Jesus: A adoração dos pastores (Lucas 2:8-12); as dádivas recebidas dos Magos (Mateus 2:1-11); o anúncio de paz e boa vontade dos anjos (Lucas 2:13 e 14).
Os apóstolos e os primeiros cristãos eram incomodados por outra pergunta: quando Jesus se tornara o Cristo? Depois da ressurreição? No batismo? O tempo passava e o interesse avançava da ressurreição para toda a vida de Jesus, inclusive seu Natal. Assim, somente cerca de trinta anos após a ascensão do Senhor eles começaram a registrar o seu nascimento como Deus-Homem.
Os textos bíblicos que tratam do seu nascimento foram escritos depois de sua ascensão e são o resultado de um processo de descoberta. São fruto do amor que movia aqueles que o conheceram como Senhor e Salvador. O Espírito inspirava esta investigação e revelava o conhecimento da verdade. Os escritores sacros procuraram saber tudo, inclusive a origem. Chegaram então à revelação de que Jesus já nascera como Deus, pois era Deus encarnado. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1,1 - ARA). Por isso, os evangelhos foram escritos visando afirmar que Ele nasceu e viveu com Deus-Homem, sendo a salvação dos homens.
A data exata do advento sempre foi cercada de polêmica. A primeira comemoração do Natal de Jesus em 25 de dezembro deu-se entre 325 e 354 d.C. em Roma, mediante o imperador Constantino. Até hoje a Igreja Ortodoxa observa o Natal em 6 de janeiro, e os cristãos armênios em 19 de janeiro. No dia 25 de dezembro celebrava-se o renascimento Sol, quando, no hemisfério norte, os dias começavam a ser mais longos. Era o solstício de inverno.
Como Solano Portela observou:
“gradualmente a celebração do Natal foi assimilando vários costumes existentes nas nações que iam recebendo o Cristianismo. Muitos destes costumes, pagãos em origem, foram se transformando e, vencidos pelo Cristianismo, foram se enquadrando no espírito de Natal”. (“Porque Celebramos o Natal” - F. Solano Portela - Monergismo”)
O cristianismo não deixou de aprender com as diversas culturas que assimilava. Mas seu poder espiritual dava novo significado a costumes e festas.
O Natal é nossa demonstração de gratidão pelo ADVENTO daquele que veio salvar os pecadores. O Sol brilhou entre os homens. A verdadeira Luz traz vida a todos. O Natal é uma celebração. Deixar de festejar com o coração porque a mente não resolve um problema de calendário é reduzir o mistério da encarnação em seu significado transcendente.
REFERÊNCIAS
PORTELA, F. Solano. Porque celebramos o Natal. Disponível em: http://www.monergismo.com/textos/natal/natal_solano.htm. Acessado em: 24 set. 2022.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
O PAPEL DECISIVO DO PASTOR NA OBRA MISSIONÁRIA
*Publicado originalmente na Revista Missões Estaduais 2012 da Convenção Batista Baiana
O pastor, por ser o líder principal da igreja, exerce um papel decisivo na mobilização para a obra missionária. Missões precisa de missionários nos campos e pastores nas igrejas locais. E quando tratamos de uma campanha, sua atuação é decisiva em todo o processo para MOTIVAR, ENVOLVER e AVALIAR.
MOTIVAÇÃO. O pastor é motivado quando encontra motivo na teologia bíblica de missões que lhe apresenta Deus como missionário. Estar em missão com Deus leva o pastor a motivar a igreja com essa compreensão, principalmente através do púlpito. O pastor deve soltar a voz com energia e convocar o povo, desafiar para maior compromisso na intercessão, contribuição e ação. A palavra do pastor tem peso, por outro lado, seu silêncio pode esmagar qualquer campanha. A motivação começa com pregação contextualizada, estudos consistentes, aconselhamento e oração.
ENVOLVIMENTO. Discurso sem prática esvazia-se depressa e torna-se desmotivador. O pastor precisa envolver-se. Numa campanha missionária o pastor não pode ser passivo, distante, burocrático. Deve ir às ruas, abrir a carteira, dobrar os joelhos. Ser modelo para a igreja, sobretudo para a juventude.
AVALIAÇÃO. Amadurecimento exige avaliação constante. Precisamos aprender para evitar a repetição de erros. O alcance do alvo financeiro, por exemplo, não significa necessariamente sucesso. Crescimento no levantamento da oferta deve vir acompanhado de maturidade espiritual, envolvimento no evangelismo, despertamento de vocações. Um pastor deve administrar o tempo de tal forma que lhe seja possível motivar falando, dar exemplo fazendo e levar a igreja a aprender avaliando para criar uma “memória missionária”.
No entanto, esse papel do pastor só será bem desempenhado se ele for coadjuvante do Espírito Santo, o único que de fato poderá motivar a igreja envolvendo-a com a expansão do Reino de Deus. Ele sonda nossos corações e avalia a todo instante nosso compromisso com a obra missionária.
O pastor, por ser o líder principal da igreja, exerce um papel decisivo na mobilização para a obra missionária. Missões precisa de missionários nos campos e pastores nas igrejas locais. E quando tratamos de uma campanha, sua atuação é decisiva em todo o processo para MOTIVAR, ENVOLVER e AVALIAR.
MOTIVAÇÃO. O pastor é motivado quando encontra motivo na teologia bíblica de missões que lhe apresenta Deus como missionário. Estar em missão com Deus leva o pastor a motivar a igreja com essa compreensão, principalmente através do púlpito. O pastor deve soltar a voz com energia e convocar o povo, desafiar para maior compromisso na intercessão, contribuição e ação. A palavra do pastor tem peso, por outro lado, seu silêncio pode esmagar qualquer campanha. A motivação começa com pregação contextualizada, estudos consistentes, aconselhamento e oração.
ENVOLVIMENTO. Discurso sem prática esvazia-se depressa e torna-se desmotivador. O pastor precisa envolver-se. Numa campanha missionária o pastor não pode ser passivo, distante, burocrático. Deve ir às ruas, abrir a carteira, dobrar os joelhos. Ser modelo para a igreja, sobretudo para a juventude.
AVALIAÇÃO. Amadurecimento exige avaliação constante. Precisamos aprender para evitar a repetição de erros. O alcance do alvo financeiro, por exemplo, não significa necessariamente sucesso. Crescimento no levantamento da oferta deve vir acompanhado de maturidade espiritual, envolvimento no evangelismo, despertamento de vocações. Um pastor deve administrar o tempo de tal forma que lhe seja possível motivar falando, dar exemplo fazendo e levar a igreja a aprender avaliando para criar uma “memória missionária”.
No entanto, esse papel do pastor só será bem desempenhado se ele for coadjuvante do Espírito Santo, o único que de fato poderá motivar a igreja envolvendo-a com a expansão do Reino de Deus. Ele sonda nossos corações e avalia a todo instante nosso compromisso com a obra missionária.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
SITES SOBRE TEOLOGIA E PESQUISA BÍBLICA
Novo Testamento em geral
http://www.ntgateway.com/index.html
http://faculty.smu.edu/dbinder/resources.html
http://www.animabit.de/bibel
http://www.ntgatway.com/multibib.htm
http://www.ntgateway.com/index.html
http://faculty.smu.edu/dbinder/resources.html
http://www.animabit.de/bibel
http://www.ntgatway.com/multibib.htm
Tradução
http://www.sbb.com.br
http://www.paulus.com.br/portal/biblia/livrolink.php#
http://www.uol.com.br/teb
http://www.rosetta.reltech.org/TBT/CD1/TBT.html
http://www-users.cs.york.ac.uk/~fisher/gnt/
http://www.unbound.biola.edu/
http://www.greekbible.com/
http://www.biblegateway.com/cgi-bin/bible?language=portuguese
http://www.ntgateway.com/multibib2/html
http://www.sbb.com.br
http://www.paulus.com.br/portal/biblia/livrolink.php#
http://www.uol.com.br/teb
http://www.rosetta.reltech.org/TBT/CD1/TBT.html
http://www-users.cs.york.ac.uk/~fisher/gnt/
http://www.unbound.biola.edu/
http://www.greekbible.com/
http://www.biblegateway.com/cgi-bin/bible?language=portuguese
http://www.ntgateway.com/multibib2/html
Critica textual
http://www.earlham.edu/~seidti/iam/interp_mss.html
http://www.islamic-awareness.org/Bible/Text/Mss/
http://www.skypoint.com/~waltzmn/purl.org/BibleMSS
http://www.kchanson.com/papyri.html
http://www-user.uni-bremen.de/~wie/texte/Papyri-list.html
http://www.rosetta.reltech.org/TC/TC-links.html
http://www.mindspring.com/~scarlson/synopt/index.html
http://www.colby.edu/rel/2gh/links.html
http://www.ntgateway.com/Q/homepage.ntlworld.com/brenda.wilson99/
http://www.religion.rutgers.edu/nt/primer/
http://www.colby.edu/rel/2gh/synopsis/titlepage.html
http://www.wvu.edu/~lawfac/jelkins/lawyerslit/theories.htnl
http://www.earlham.edu/~seidti/iam/interp_mss.html
http://www.islamic-awareness.org/Bible/Text/Mss/
http://www.skypoint.com/~waltzmn/purl.org/BibleMSS
http://www.kchanson.com/papyri.html
http://www-user.uni-bremen.de/~wie/texte/Papyri-list.html
http://www.rosetta.reltech.org/TC/TC-links.html
http://www.mindspring.com/~scarlson/synopt/index.html
http://www.colby.edu/rel/2gh/links.html
http://www.ntgateway.com/Q/homepage.ntlworld.com/brenda.wilson99/
http://www.religion.rutgers.edu/nt/primer/
http://www.colby.edu/rel/2gh/synopsis/titlepage.html
http://www.wvu.edu/~lawfac/jelkins/lawyerslit/theories.htnl
Questões Paulinas
http://www.textweek.com/pauline/paul.html
http://www.thirdmill.org/paul_framesete.asp
http://www.angelfire.com/mi2/paulpage/
http://www.pbs.prg/wjbh/pages/frontline/shows/religion/first/
http://www.paulonpaul.org/
http://www.luthersem.edu/ckoester/Paul/Maim.html
http://www.emory.edu/COLLEGE/RELIGION/facult/robbins/SRI/
http://www.textweek.com/pauline/paul.html
http://www.thirdmill.org/paul_framesete.asp
http://www.angelfire.com/mi2/paulpage/
http://www.pbs.prg/wjbh/pages/frontline/shows/religion/first/
http://www.paulonpaul.org/
http://www.luthersem.edu/ckoester/Paul/Maim.html
http://www.emory.edu/COLLEGE/RELIGION/facult/robbins/SRI/
Assinar:
Postagens (Atom)
TEMPO DE MUDANÇA
Depois de um período dedicado a oração, conversas com a família e reuniões com a PIB em Catu-BA decidimos aceitar o convite da PIB em Divin...
-
Exercer o ministério pastoral de forma colegiada ou associada é mais saudável tanto para os próprios pastores quanto para a igreja local e a...
-
Muito embora exista uma conceituação teologia aceita na tradição cristã, conforme procuramos resumir em outra postagem ( Conceito de T...
-
Depois de um período dedicado a oração, conversas com a família e reuniões com a PIB em Catu-BA decidimos aceitar o convite da PIB em Divin...
