domingo, 15 de setembro de 2013

HINO DO COLÉGIO TAYLOR-EGÍDIO - JAGUAQUARA-BA





"Quem se educa não teme barreiras,

Quem se instrui há de ser vencedor,

Haja Sol, haja trevas na estrada,

O saber jamais perde o valor".



Stela Câmara Dubois

terça-feira, 20 de agosto de 2013

ROOKMAAKER - PALAVRANTIGA




Eu leio Rookmaaker, você Jean-Paul Sartre

A cidade foi tomada pelos homens
Na cidade dos homens tem gente que consegue ler,
Mas os outros estão néscios pra Ti.
Eu canto Keith Grenn, você canta o quê?
A cidade está cheia de sons
Na cidade dos homens tem gente que consegue ouvir,
Mas os outros estão surdos pra Ti.
Vem, jogando tudo pra fora
A verdade apressa minha hora
Vem, revela a vida que é nova
Abre os meus olhos agora
Eu fico com a escola de Rembrandt, você no dadaísmo de Berlim
A cidade está cheia de tinta
Na cidade dos homens tem gente que consegue ver,
Mas os outros estão cegos pra Ti.
Eu monto o paradoxo no palco
Você anda zombando da Cruz.
A cidade está cheia de atores
Na cidade dos homens tem gente que consegue dizer,
Mas os outros estão mudos pra Ti.
Vem, jogando tudo pra fora
A verdade apressa minha hora
Vem, revela a vida que é nova
Abre os meus olhos agora
Toda vez que procuro pra mim algo pra ler, ouvir, olhar e dizer,
Senhor sabe o que eu quero
Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero

terça-feira, 23 de julho de 2013

NEM PAPA, NEM APÓSTOLO



Aproveitando a vinda do Papa ao Brasil:

A instituição do papado foi confrontada na Reforma Protestante pelo princípio da autoridade e suficiência das Escrituras. Através da Bíblia a Igreja libertou-se do controle da fé pelo sacerdócio e sacramentos. A liberdade na relação com Deus era a maior demanda.


Contraditoriamente, os herdeiros da Reforma temos abandonado esse referencial. O que o Papa representa para os católicos romanos, os "Apóstolos" o são para os neo-pentecostais. E isso tem influenciado até mesmo igrejas históricas. Líderes procuram o controle sobre a vida espiritual das pessoas, querem ser o seu "Pai".

Apresentam-se como portadores de uma "unção" especial capaz de curar ou enriquecer. Tornam-se ídolos. Lamentavelmente, a Igreja Católica Apostólica Romana não mudará, mas os evangélicos, incluindo os batistas, tem mudado, abandonando a democratização da presença e ação do Espírito Santo para uma crescente centralização e autoritarismo.

Convido você a uma atitude: afaste-se de líderes que se autodenominam detentores de um poder capaz de lhe oferecer "cobertura espiritual". Isso é engodo! Assim como Lutero, grande reformador, diga: cada homem é "padre" de si mesmo; o justo viverá da fé, Solus Christus.

Eis o que a Bíblia nos ensina:

Jesus de Nazaré é o único ungido. "O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu" - Lucas 4:18

A vida espiritual do Cristão é Cristo. "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer"João 15:5

O seu espírito é um lugar sagrado onde Cristo habita pelo Espírito Santo. Nem Papa, nem Apóstolo, nem qualquer outro ídolo cabe nesse espaço.

Soli Deo Gloria.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

UM PASTOR NO TERCEIRO SETOR


Assumi o pastorado da PIBCATU em janeiro de 2011. O chamado para este ministério trouxe consigo o desafio de iniciar uma jornada, ao mesmo tempo inédita e desafiadora, no campo da gestão social.

Há mais de 40 anos a PIBCATU está envolvida no Terceiro Setor, como é designado o campo de atuação das organizações da sociedade civil, as iniciativas privadas de interesse público. Depois de começar com um simples clube de mães a Igreja fundou a Sociedade Cristã de Educação – SOCE, mantenedora da Escola Educacional Batista – EEB. 


No inicio da gestão escrevi uma carta de apresentação para os associados cadastrados depois da reforma do estatuto social. 

Esta Escola se notabilizou na cidade e tornou-se uma referência, principalmente na educação infantil. Recebeu o título de utilidade pública municipal e hoje, a presença da igreja na cidade é fortalecida pela Escola na vida dos alunos e suas família, passando a ter influência na vida do município na medida em que essas crianças cresceram e começaram a participar da vida pública. 

Encontrei essa realidade ao chegar e me vi diante do desafio de conjugar, com a função pastoral, atribuições de gerenciamento de entidades beneficentes. Como pastor, sentia-me preparado para liderar uma igreja, mas o que se exigia ia além. 

Entendi que ninguém sozinho é dotado de todas as 
competências e habilidades e precisava conhecer potenciais a serem explorados e limitações a serem enfrentadas na minha formação. Por isso, tem sido um exercício de muita dependência de Deus, de estudo e reflexão contínua assim também de humildade para aprender o novo a todo o momento. 

Com esta disposição tenho enfrentado a realidade difícil a que se submetem as organizações da sociedade civil no Brasil. A relação entre o Estado, os contribuintes-beneficiários e as entidades beneficentes impõe severas exigências a qualquer organismo que pretende atuar na área. Queremos oferecer gratuitamente a mão a quem está vulnerável. Mas o Estado é que determina quem são os beneficiários e para conceder o desconto em impostos escorchantes faz exigências que nem mesmo os governos cumprem. 

Por isso, a permanência da PIBCATU na atuação social depende de uma reformulação completa do seu projeto, uma adequação às exigências legais para o terceiro setor e o cumprimento de obrigações rígidas e pesadas. Diante desse quadro, venho refletindo sobre a posição de um pastor à frente de uma organização do Terceiro Setor ou na liderança de projetos sociais e identifico três posturas que tem servido de balizamento para decisões nesta área: 


1 – AGIR DE ACORDO COM A VISÃO BÍBLICA PARA A RELAÇÃO IGREJA-ESTADO. 

A causa para os principais problemas de igrejas que atuam no Terceiro Setor com a Receita Federal e os órgãos de controle e regulamentação está nas distorções teológicas, na interpretação bíblica equivocada.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

PRÉDICA NA SOLENIDADE DE POSSE DE PREFEITO, VICE-PREFEITO E VEREADORES DE CATU-BA



Excelentíssimo Senhor Geranilson Dantas Requião, Prefeito do Município de Catu.
Excelentíssimo Senhor Daniel Fernandes Leite, vice-prefeito.
Excelentíssimos Senhores Vereadores representados na pessoa do Senhor Adilson Mota de Araújo presidente desta Casa da Cidadania.
Demais autoridades. 
Senhoras e Senhores.
Dirijo a vossas excelências e a todos os presentes a saudação que se encontra no último versículo da Bíblia, em Apocalipse 22,21 – “A graça do Senhor Jesus seja com todos”. 
A Bíblia, senhoras e senhores, é a única regra de fé e prática do cristão e mesmo aqueles que não professam o cristianismo como religião pessoal a consideram como um livro especial. É o livro mais importante e mais lido no mundo ocidental. Para os cristãos, Ela é recebida por fé como a Palavra de Deus em linguagem humana. Por isso deve ser lida por também com fé. 
Notei, Senhores Prefeito, Vice-Prefeito e Edis, durante esta solenidade, que o juramento de posse dos senhores promete lealdade à democracia. Esta nação brasileira nasceu cristã. Mas foram os cristãos protestantes, conhecidos como “bíblias” que influenciaram decisivamente a transição do Brasil da Monarquia para a República. De modo que se hoje os senhores podem jurar pela democracia estão assumindo indiretamente um compromisso com a Bíblia. 
A Bíblia nos orienta sobre o dever de reconhecer e respeitar as autoridades constituídas pelo princípio de instituição divina. Deus governa soberanamente o universo bem como nossas vidas e na compreensão de Paulo Apóstolo, “Toda a alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus”. Devemos compreender este texto na perspectiva da submissão, estar abaixo da missão confiada. As autoridades receberam uma missão divina e, por isso, submetemo-nos a elas por submissão a Deus. 
Qual a missão confiada por Deus aos poderes executivo e legislativo bem assim às demais funções políticas do Município? Os senhores mesmos responderam: fazer cumprir a constituição democrática ou, em outras palavras, zelar pela democracia. Ora, se democracia é, como se ouve popularmente: “o governo do povo, pelo povo e para o povo”, a única verdadeira autoridade constituída por Deus e empossada nesta noite é o povo catuense que confiou os mandatos populares assegurados pela Constituição Federal, os quais os senhores assumem como mandatários a partir de hoje. 
Então, mais uma vez perguntamos, qual será a missão confiada por Deus aos representantes do povo catuense para este mandato? O profeta Miqueias, um dos doze profetas menores do Antigo Testamento, que foi “boca de Deus” no meio dos israelitas mais de seis séculos antes de Cristo responde: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6,8). Este profeta, que censurou duramente governantes e também religiosos de sua época, diante da corrupção e da violência, ainda fala nesta noite. 
Neste texto, a Bíblia se apresenta como um mapa para que os poderes executivo e legislativo em nosso município alcance o que foi prometido nesta solenidade, conduzindo-nos na prática da democracia. Esse ideal exigirá de todos nós trilharmos o caminha da justiça, da misericórdia e da humildade. 
Primeiro, diz o profeta: “pratiquem a justiça”. Justiça, no contexto histórico-social de Miqueias significava respeitar os direitos. Esta é a nossa esperança neste momento, que os senhores respeitem, e além disso, defendam os direitos da população de Catu conforme preceitua a Carta Magna da nossa nação. Assim será superado o sentimento de Rui Barbosa, um dos homens públicos mais influentes da nossa história, que também está em coração hoje: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. O sentimento deste conhecido jurista e político baiano lamentavelmente persiste em vigorar mais de um século depois. 
Em segundo lugar, o profeta Miquéias declara: “amem a misericórdia”. No contexto linguístico do livro a palavra amor traz o sentido de dedicação. Dediquem-se à misericórdia. No latim, a palavra misericórdia é um composto de duas outras: miséria e coração, um coração que se inclina pela miséria. É assim que Deus nos trata em nossa miserabilidade. E nossa oração é que o coração dos senhores se inclinem por aqueles que enfrentam condições desumanas em nossa cidade. 
Por fim, ouvimos o profeta dizer: “andes humildemente com o teu Deus”. Humildade está relacionada como homem. As palavras possuem a mesma etimologia, humus, que significa ‘terra’. Humilde é "o que fica no chão, que não se ergue”. Homem é “criatura nascida da terra”. Só é possível caminhar com Deus reconhecendo que somos pó e que Ele é Criador. Em Jesus Cristo, Ele se revela Deus conosco, que assume nossa humanidade como exemplo de humildade. 
O que Deus espera dos senhores mandatários é que o mandato confiado pelo povo seja exercido com justiça, com misericórdia e com humildade. É o que Deus espera de todos nós. 

Que Deus seja glorificado! 

Fiquemos de pé e oremos para que Deus use as vidas dos empossados nesta noite para que nossa cidade viva um tempo marcado pela justiça, pela misericórdia e pela humildade. Amém!