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PASTOR DEVE ESTUDAR TEOLOGIA


O estudo teológico é indispensável para a prática pastoral. Nada obstante ser esta uma constatação de fácil aceitação, o quadro geral do ministério da palavra, sobretudo entre os neo-pentecostais, parece negar a sua necessidade. 

Conforme estudo inédito feito pela Fundação Getúlio Vargas, publicado na revista Veja em junho de 2006 na matéria “O Pastor é Show” o crescimento numérico dos evangélicos deve-se sobretudo a uma nova geração de pastores. A revista apresenta-os como pregadores que usam a psicologia e a autoajuda aliadas a uma indústria do espetáculo. 

O “show” desses “sacerdotes midiáticos” usa como suporte desde as regras de etiqueta até os mais sofisticados recursos da telecomunicação. A formação teológica exigida para esses líderes constitui-se de cursos práticos ministrados na própria igreja, tendo como temas: oratória, etiqueta e gerência financeira de templos. É o que diz a revista. Na prática esse quadro estatístico se reflete em espetáculo, entretenimento e comércio. 

A pergunta que obrigatória é pela identidade bíblica do que se ensina, a coerência com a história de fé do povo de Deus, a resposta profética a problemas como corrupção e violência. Estas são interrogações que situam o estudo da teologia em nosso tempo e delineiam sua relevância. Os pastores são teólogos. O povo faz teologia. A questão é sobre os fundamentos bíblicos e cristãos desse fazer teológico. Com se tem arquitetado esse “teologar” diante das demandas atuais?
O evangélico deve estudar teologia para saber o que é ser evangélico. O pastor o deve muito mais. Conhecer e contextualizar a fé da igreja a partir da Bíblia e da história é uma tarefa pastoral. Para organizar e expor de maneira clara as principais declarações da fé protestante o pastor precisa investir numa biblioteca teológica. O pastor deve estudar teologia para mostrar que a fé não exclui a razão e que a fé evangélica merece espaço como contribuição relevante para o enfrentamento dos principais problemas da sociedade hoje.

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