quinta-feira, 5 de abril de 2012

EXPERIMENTE O PODER DA RESSURREIÇÃO



Fotos rasgadas na mão. Semblante de quem decidiu sair de casa depois de trinta anos de casamento. Olhos atentos do pastor que apenas ouvia os motivos. Depois de ouvido o desabafo veio a pergunta: o irmão crê na ressurreição de Cristo? Diante de um olhar curioso veio a explicação: o poder da ressurreição de Cristo alcança todas as dimensões da vida cristã.
Páscoa é tempo de celebrar as implicações da ressurreição de Cristo e a esperança dela advinda para a vida e o labor cristãos. Em 1 Coríntios 15, 1-26, 54-58, o apóstolo Paulo apresenta algumas consequências deste fato central para a fé cristã. O Evangelho recebido e pregado por ele anunciava a salvação fundamentada na realidade da Nova Criação. Ele mesmo teve um encontro pessoal com o Cristo Ressurreto. Diante da incredulidade dos líderes religiosos locais acerca da ressurreição dos mortos, ele a defendia como garantia da utilidade da pregação, da própria fé e da esperança da vitória completa sobre a morte. “Pois, se os mortos não ressuscitam, nem mesmo Cristo ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados. Neste caso, também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão” (1 Coríntios 15:16-19).
O Evangelho recebido e pregado pelo Apóstolo anunciava a salvação com fundamento e conteúdo na Ressurreição de Cristo. A sua fé era firmada em evidências. “Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:3,4). Sua pregação transmitia esta experiência. Não se tratava de comunicação com mortos, mas com o Senhor que vive eternamente. Pedro, Tiago, os Doze e tantos outros tiveram este privilégio. “e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo” (1 Coríntios 15:5-8). Hoje também desfrutamos deste acesso direto com o Senhor que vive. Por isso, nossa oração, nossa prática do amor, nossos relacionamentos devem traduzir esta vida em palavras e ações. O nosso Redentor vive!
A nossa ressurreição com Cristo abriu a porta para experimentarmos o poder de Deus. O cristão pode experimentar pessoalmente uma relação como o Cristo ressurreto. Na igreja em Corinto muitos já haviam se tornado incrédulos diante da ressurreição dos mortos. Paulo combatia esta incredulidade afirmando que vivia sob o poder de Deus. A certeza de que Cristo ressuscitou sustenta nossa luta diária para viver plenamente a sua vontade. Quando uma pessoa não quer mudar pode justificar dizendo que não o pode. Para o cristão, a mudança não acontece apenas por boa vontade, mas, pelo poder do Espírito que o habita.
Se Deus ressuscitou a Jesus Cristo dentre os mortos e este é o fundamento da experiência cristã, este mesmo poder pode capacitar o cônjuge a perseverar no casamento, pais cansados a continuarem investindo no desenvolvimento dos filhos, famílias a se unirem em torno da superação de crises financeiras. Porque Cristo ressuscitou e Ele pode todas as coisas podemos viver a vida cristã vitoriosamente