quinta-feira, 5 de abril de 2012

NOSSA RESSURREIÇÃO COM CRISTO



A celebração da Páscoa deve ser vivida com a consciência das implicações da ressurreição de Cristo e a esperança dela advinda para a vida e o labor cristãos. Em I Coríntios 15, 1-26, 54-58, o apóstolo Paulo apresenta algumas consequências. 

O Evangelho recebido e pregado por ele anunciava a salvação fundamentada na realidade da Nova Criação. Ele mesmo teve um encontro pessoal com o Cristo Ressurreto (Atos 9). Diante da incredulidade dos líderes religiosos locais a cerca da ressurreição dos mortos, ele a defendia como garantia da utilidade da pregação, da própria fé e da esperança da vitória completa sobre a morte. 

A nossa ressurreição com Cristo é a possibilidade de vivermos um evangelho fundamentado no poder de Deus (1-7, 14). O Evangelho recebido e pregado pelo Apóstolo anunciava a salvação como fundamento e conteúdo na Ressurreição de Cristo. A sua fé era firma em evidências (vv. 3-4). Sua pregação transmitia esta experiência (v.14). Não se tratava de comunicação com mortos, mas com o Senhor que vive eternamente. Pedro, Tiago e tantos outros tiveram este privilégio. Nós hoje também desfrutamos deste acesso direto com o Senhor que vive. Por isso, nossa oração, nossa prática do amor, nossos relacionamentos devem traduzir esta vida em palavras e ações. O nosso Redentor vive! 

Além disso, o cristão pode experimentar pessoalmente uma relação como o Cristo ressurreto (vv 8-10,19). Os líderes da igreja em Corinto eram incrédulos diante da ressurreição dos mortos. Paulo combatia esta incredulidade afirmando que vivia sob o poder de Deus (v.15) e esse poder o capacitava a vencer pecado (v.17). A certeza de que Cristo ressuscitou sustenta nossa luta diária para vencer o pecado e suas conseqüências mortíferas. Quando uma pessoa não quer mudar pode justificar dizendo que não o pode. Para o cristão, a mudança não acontece apenas por boa vontade, mas, pelo poder do Espírito que habita-o. 

Quando vivemos esta verdade, cresce em nós a esperança de vencer completamente a morte (24-26; 31-32; 54-58). Cristo vive e nós viveremos! A sua ressurreição sustenta a espera da nossa ressurreição. Por que Cristo venceu a morte e nós a venceremos (20 e 25-26). Por que vencemos a cada dia o pecado e venceremos por fim sua implicação mais severa, própria morte (31-32,55-58). 

“Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (I Ts 4,16-18)”.