quinta-feira, 28 de abril de 2016

SUSTENTADOS PELA FÉ

"Pois o SENHOR, o Deus de Israel, diz isto: “Não acabará a farinha da sua tigela, nem faltará azeite no seu jarro até o dia em que eu, o SENHOR, fizer cair chuva. ” (1Rs 17:14)

A multiplicação sobrenatural do alimento para uma viúva estrangeira e pobre pelo profeta Elias ilustra bem como o suprimento divino na vida do crente é um milagre diário. Elias não era um homem rico ou influente. Era apenas um profeta de Deus fugindo da perseguição e por suas características rústicas fora reconhecido pela mulher de Sarepta, no litoral palestino. O Deus revelado em Elias confunde as expectativas humanas invertendo os valores do mundo. A mulher confiou na palavra do profeta esvaziando-se de qualquer resistência interior e aventurando-se em viver sustentada na promessa do Deus de Israel.
Jesus é o "pão da vida" que se multiplica espontaneamente a partir do nosso interior sustentando nossa alma diante das dificuldades. Quando o recebemos por fé, abrimos o ser para conhecer o poder de Deus em nosso auxílio, sempre em momento oportuno, mesmo no "dia mal". Passamos a viver em esperança, descansando em Sua presença que provê tudo que é necessário. Essa presença perfeita e poderosa nos capacita a repartir com o próximo o que consideramos pouco ou insuficiente. A partir do relacionamento com Jesus, pela fé, podemos servir em amor.
Mas esvaziar o ego deve ser o milagre que precede o enchimento com os recursos materiais. Quando oferecemos a Deus tudo o que somos ou possuímos estamos preparados para receber dele o que será necessário para viver debaixo da sua glória na certeza de que não seremos decepcionados no dia da dificuldade. A fé sendo testada em seus limites, quando os recursos se esgotam, abre a alma para o agir de Deus.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

PROVIDÊNCIA PARA A CAMINHADA

"Durante esses quarenta anos as roupas que vocês vestiam não ficaram gastas, e os seus pés não ficaram inchados" (Deuteronômio 8:4)

No caminho para a Boa Terra o deserto é disciplina do Senhor. O povo precisava lembrar quem estava na condução da História. Será necessário obedecer por toda a caminhada exercitando a humildade. Deus é fiel à sua promessa de preservar e conduzir o Seu povo. A isso chamamos "providência divina", uma proteção especial da parte de Deus. Jesus é o caminho verdadeiro que conduz à vida. Ele trilhou pelo deserto da existência humana, sujeito às mesmas limitações da jornada. Muito além disso, ele revelou-se como único Caminho para que a humanidade desfrute plenamente do relacionamento vital com o Deus. Conhecendo Cristo através de uma experiência pessoal, podemos atravessar o deserto com esperança. Ainda que no fim dessa via dolorosa esteja uma cruz sangrenta, pela alegria da comunhão com o Pai, caminhamos firmes em sua promessa. Ele sempre agirá em todas essas circunstâncias para que Cristo seja formado em nós. Nossa esperança está na providência do Seu amor que nos protegerá de modo especial. A sua disciplina, que nos torna humildes, não permitirá que sejamos destruídos. Enquanto caminhamos pelo deserto da vida, o Caminho da vida será revelado em nós.

sábado, 16 de abril de 2016

MURO NA ESPLANADA

Pela segunda vez em menos de trinta anos (1992-2016) a jovem democracia brasileira lança não de um dos seus instrumentos mais radicais, embora constitucionalmente previsto. O debate político entre governo e oposição na Câmara sobre a admissibilidade do impeachment divide o salão verde entre esquerda e direta e é acompanhado do lado de fora por manifestantes divididos pelo muro metálico de um quilômetro ao longo do gramado da Esplanada dos Ministérios. Outro muro, o da intolerância, vem crescendo desde a última eleição presidencial. Independente do resultado de amanhã, o Brasil precisa derrubar esse muro e convergir em torno de um projeto de saída para a crise. A liderança de tal projeto não está em nenhum dos lados do muro, muito menos em quem escolheu ficar em cima dele. O povo tem sinalizado tanto nas ruas quanto nas redes sociais que o impedimento da presidente Dilma com a substituição pelo vice Temer pode agravará a crise política e econômica. Nem uma nem outro reúne as condições mínimas para unir a Nação. Somente uma antecipação das eleições gerais previstas para 2018 devolverá ao povo o protagonismo desse processo. Mas a carência desse momento histórico continua sendo de um nome que conjugue a legitimidade institucional, o carisma popular e a capacidade de articulação da governabilidade.