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O EVANGELHO ALÉM DAS GRADES

Jesus foi perseguido, preso, julgado injustamente e condenado à morte de cruz. Junto com ele foram executados dois ladrões. Esse é um fato de relevo na história da salvação por ter sido profetizado por Isaías: “porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu” (ISAÍAS 53:12b). Enquanto um deles escarnecia, o outro caiu em si, quebrantou-se pelos seus pecados e clamou por salvação: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino”. Imediatamente Jesus prometeu: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (LUCAS 23:42-43). Assim, um condenado foi efetivamente a primeira pessoa salva pelo plano de Deus em Cristo.

Se a cruz não foi capaz de conter a graça de Deus, muito menos as grades o serão. Dos mais de 700 mil presidiários do Brasil, muitos estão com os corações receptivos ao Evangelho, que é “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crer” (ROMANOS 1:16). Obviamente não serão salvos pelo simples fato de estarem privados de liberdade. Platão advogava a necessidade de um “sofromistério”, casa em que os homens tomavam juízo. A tradição católica da penitência, disciplina imposta para expiação de pecados, criou a mentalidade da “penitenciária” como lugar onde pecadores são regenerados. Mas, pensando biblicamente, a salvação é recebida pelo arrependido e crente de coração, que respondeu à ação de convencimento do Espírito Santo. “Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” (ROMANOS 10:9).

Este é o fundamento bíblico para a evangelização de presidiários. Para serem salvos eles precisam clamar ao Salvador em quem precisam crer. Mas, “e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue?” (ROMANOS 10:14). Mesmo o Estado, que é laico, reconhece a importância da presença religiosa nos presídios. A Constituição Federal garante o direito à assistência religiosa. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais considera como fator imprescindível para a ressocialização. Diante deste reconhecimento secular, a Igreja de Cristo, deve ir além dos recursos jurídicos, psicológicos e educacionais, proclamando a verdadeira liberdade em Cristo. Quem tem a oportunidade de adentrar aos portões de um presídio pode constatar que aquele lugar representa o limite da capacidade de recuperação que a sociedade pode oferecer. Mas, a Palavra de Deus pode romper as prisões do coração e libertar da escravidão do pecado, origem de toda maldade e violência.

A Primeira Igreja Batista em Divinópolis-MG crê e pratica esta verdade bíblica. Mantém há seis anos 06 anos a Congregação Batista da Liberdade, no Presídio Estadual Floramar, tendo batizado dezenas de presos e realizando semanalmente cultos evangelísticos. A equipe atual (07 membros) está convicta de que recebe de Deus o amor suficiente para continuar firme neste propósito. O sentimento ao estar presente em cada pavilhão é que o lado da grade em que estamos é a única diferença entre pecadores. Precisamos de mais voluntários para ampliação das ações ministeriais entre os funcionários da instituição, a assistência a familiares, o apoio na recuperação de dependentes químicos. Se você tem buscado um ministério para envolver-se na igreja e sente-se chamado para a evangelização de presidiários, junte-se a nós ajude a levar o Evangelho para além das grades.

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