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MURO NA ESPLANADA

Pela segunda vez em menos de trinta anos (1992-2016) a jovem democracia brasileira lança não de um dos seus instrumentos mais radicais, embora constitucionalmente previsto. O debate político entre governo e oposição na Câmara sobre a admissibilidade do impeachment divide o salão verde entre esquerda e direta e é acompanhado do lado de fora por manifestantes divididos pelo muro metálico de um quilômetro ao longo do gramado da Esplanada dos Ministérios. Outro muro, o da intolerância, vem crescendo desde a última eleição presidencial. Independente do resultado de amanhã, o Brasil precisa derrubar esse muro e convergir em torno de um projeto de saída para a crise. A liderança de tal projeto não está em nenhum dos lados do muro, muito menos em quem escolheu ficar em cima dele. O povo tem sinalizado tanto nas ruas quanto nas redes sociais que o impedimento da presidente Dilma com a substituição pelo vice Temer pode agravará a crise política e econômica. Nem uma nem outro reúne as condições mínimas para unir a Nação. Somente uma antecipação das eleições gerais previstas para 2018 devolverá ao povo o protagonismo desse processo. Mas a carência desse momento histórico continua sendo de um nome que conjugue a legitimidade institucional, o carisma popular e a capacidade de articulação da governabilidade.

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