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O JUIZ E AS RUAS

Quando as ruas hostilizam políticos como oportunistas e aclamam um magistrado como "Salvador da Pátria" é porque já chegamos ao ponto mais grave da crise institucional pela qual passa o Brasil. Depois da equivocada condução coercitiva do ex-presidente Lula, o juiz Sergio Moro revelou a motivação política por traz da Operação Lava-Jato, que já vinha sendo questionada por conta dos vazamentos seletivos e agora prede credibilidade em função da divulgação ilegal de escutas telefônicas envolvendo a Presidente. Essa politização do judiciário consegue ser mais ameaçadora à democracia do que a judicialização da política. O uso ideológico do messianismo, tão enraizado na cultura brasileira, extrapolou as raias da política partidária e alcança o Poder Judiciário, fabricando heróis midiáticos. Primeiro, Joaquim Barbosa, no episódio do Mensalão. Agora, o Rei da República de Curitiba. Se rejeitamos esta visão superficial e leviana, própria da narrativa político-partidária, que inventa salvadores a partir de personalidades carismáticas, muito mais devemos ficar preocupados quando as togas se transformam em mortalhas no carnaval midiático; quando homens da justiça se deixam seduzir por flash ou close e perdem o senso da missão, que deve restringir-se aos limites da legalidade.

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