Pular para o conteúdo principal

IMPEACHMENT

O impedimento de um presidente da república é democraticamente legítimo. No caso de Dilma Rousseff, esse processo revelou-se tecnicamente admissível e politicamente inevitável. O julgamento de eventual crime de responsabilidade pelas famigeradas “pedaladas fiscais” seguirá a normatização constitucional. Pensar em golpe é delírio. Ignorar o jogo político é má-fé. Independentemente do resultado, mesmo que incompetência não seja necessariamente um delito, a democracia sempre estará limitada a um único recurso para julgá-la, qual seja: o voto. Em seu desgoverno do segundo mandato, a presidente agravou a crise econômica, isolou-se politicamente e mostra-se cada vez menos capaz de liderar a construção da “pátria educadora”. Mas, o pior dos horrores é o cenário de sucessão que enreda investigados e possíveis cassados. A corrupção avança sem impedimento. A crise ética é a causa da degeneração política. Resta como opção mais digna, a renúncia coletiva da presidente e seu vice, e dos presidentes da Câmara e do Senado, com imediata instauração de novas eleições. Assim, pelo menos, o aprendizado democrático seria menos doloroso e mais didático, já que em tempos de voto manual, todos poderão voltar às escolas para aprender a escrever outra história.

Postagens mais visitadas deste blog

CONVITE PARA POSSE

SITES SOBRE TEOLOGIA E PESQUISA BÍBLICA