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GOLPE DEMOCRÁTICO

Com o posicionamento do STF, foi anulada a tese do impeachment de Dilma Rousseff ser golpe. O Guardião da Constituição garantiu a segurança institucional do processo. O uso da retórica do golpe, que cria teorias conspiratórias vinculando o momento atual com período da Ditadura, perde sentido. O que se vive hoje é uma consequência nefasta desse presidencialismo de coalizão. Abusa-se da promiscuidade partidária em nome da governabilidade. Isso não seria antidemocrático? Quando a popularidade cai e a base aliada se torna movediça, recupera-se logo o discurso de guerrilha. Se o passado é contrário, nega-se; mas se pode justificar erros presentes, evoca-se? É preciso reconhecer que a motivação para a admissão do processo de impeachment em curso não foi ética, nem mesmo sua condução por Eduardo Cunha, legítima. Um possível cassado apoiado por dezenas de investigados não tem autoridade moral para impedir uma presidente Dilma Rousseff da qual não se revelou provas de envolvimento pessoal em possíveis crimes de governo. Continua a convicção de que resolver nas urnas é sempre melhor do que em tribunais. Depois da decisão da Corte Suprema, garantida a legalidade e o amplo direito de defesa, qualquer que seja o resultado, ficará provado que essa forma de governar não deve continuar, para que nunca mais sejam necessários golpes militares ou democráticos. Nem mesmo no Paraguai.

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