segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ADORANDO A DEUS EM FAMÍLIA


O cristão vive subordinado à certeza de que Deus governa a história. E é na vivência da fé em família que o cristianismo se fortalece. Herdada do povo judeu, a prática do culto no lar confere à igreja cristã sua autenticidade. A igreja, povo de Deus, nasce do Seu chamado a famílias. Se cremos que Deus age sempre através da família, é no ambiente familiar que devemos desfrutar da fé genuína que nos conduz na vida pública. 
Na criação, a humanidade nasce como família, Adão e Eva. Antes do dilúvio, Deus levantou a família de Noé. Em Abraão, uma família abençoa todas as famílias da Terra. Para Moisés, família foi canal de libertação do povo. Com a família de Davi é confirmada a esperança messiânica para as famílias. Jesus é Deus nascido em família. No Apocalipse, o céu é uma grande festa em família. Deus age através de famílias e espera que as famílias realizem Sua Vontade no mundo. 
O livro de Êxodo narra (1-2) como a família de Moisés tornou-se um canal para livrar o povo hebreu da opressão egípcia e realizar a promessa feita aos patriarcas. Ele concedeu saúde aos pais do menino tornando-os fecundos (1,9). Protegeu a criança no Rio (2,3) e agiu através do relacionamento com as parteiras (1,17). Aquela família levita sonhou ser usada por Deus (2,1), por isso o casamento como compromisso de amor e serviço. 
A fé cristã deve ser nutrida no lar. Quando nossa família enfrentar um tempo de mudanças boas e ruins, como foi com Moisés, deve priorizar a adoração em família. Se somos cristãos cremos que Deus governa a história da nossa família. Se cremos assim, cultuamos a Deus no lar. O culto doméstico não é um mero ritual, é expressão de uma fé genuína, eficaz, viva. Martinho Lutero disse: “Ter um Deus é cultuá-lo”. Concluímos esta breve reflexão acrescentando: “Ter um Deus é cultuá-lo em família”.