segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

CARNAVAL - PORQUE NÃO

O carnaval é, originalmente, uma festa religiosa. Na Bahia, entretanto, uniu-se a influências culturais profanas e é celebrado, em Salvador, como a maior festa “popular” do planeta. O poder público e a imprensa procuram resgatar tradições, geralmente ligadas às raízes africanas da festa, como os afoxés. Por que não participar? Por que não valorizar a “cultura” da nossa gente? 

A origem e o ensino católico da festa é contrário à sã doutrina bíblica. O Carnaval abre o período conhecido como quaresma, período de quarenta dias de jejum (abstinência de carne) e penitência anteriores à páscoa, um sinal de humilhação e busca de perdão diante de Deus. Na quarta-feira de cinzas o católico recebe um sinal de cruz feito com cinzas (dos ramos da páscoa anterior) e, “abandona a carne”. Carnaval vem do latim carnelevarium, que significa abandonar a carne. 
A Bíblia nos ensina que nenhum ritual ou sacrifício é capaz de alcançar a graça divina. A morte de Jesus é suficiente e nos transmite graça através da fé. Além disso, Deus espera uma atitude de contrição interior diante do pecado, da carne, e não rituais e oblações exteriores. “O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado...” (Salmos 51.17). 
Após o pecado, rebeldia e desobediência contra Deus, toda vida humana foi afetada pelo mal. Afirmamos, pela fé, a existência da “graça comum” de Deus nas manifestações culturais. Porém, mesmo com sua beleza e valor ético, cremos que a cultura pode ser um instrumento do mal, pode representar engano, ilusão, uma miragem do céu em pleno inferno. 
Por trás do Carnaval, tal qual estampa-se na tela ou na primeira página, está o tráfico internacional de drogas, o turismo sexual, a apologia ao homossexualismo, a exaltação da sensualidade como justificativa para a prostituição e o adultério. A imprensa camufla tudo isso com campanhas contra a AIDS, coleta de alimentos, destaque ao comércio ambulante etc. O som do trio elétrico, a nudez dos artistas, o discurso de reparação racial e o efeito das drogas abafam os gritos das almas que correm para a perdição. 
A etimologia hebraica do termo “inferno” (lymne tu pyrós) nos desperta: segundo a tradição, os reis Acaz e Manassés sacrificaram seus próprios filhos e promoveram este tipo de idolatria a Moloque. Durante o ritual, instrumentos musicais eram tocados para abafar os gritos das crianças. Hoje, os meios de comunicação e a arte podem servir para esconder a verdadeira realidade. 
Estas justificativas não devem levar a igreja a ignorar a realidade ou fugir dela. Oremos pelas vidas que são especiais para Deus. Oremos pela conversão desta ênfase da cultura baiana (pois ser evangélico também é ser baiano).