domingo, 1 de janeiro de 2012

PERMANECER EM CRISTO, GERANDO FRUTO


“Eu sou a videira verdadeira, vós sóis as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; por que sem mim nada podeis fazer” (João 15,5)
Jesus se apresenta como a videira. Nesta conhecida parábola, Deus é o agricultor que enxerta e cuida dos ramos, os discípulos. Com esta comparação somos orientados a priorizar o crescimento por conversão, a reprodução do caráter cristão na prática de vida da igreja e o desenvolvimento de relacionamentos saudáveis no mundo. Estes três aspectos do crescimento espiritual podem ser sintetizados à luz da parábola pelo seguinte tema: PERMANECER EM CRISTO, GERANDO FRUTO.
CONVERSÃO. Cada novo discípulo inserido no corpo de Cristo é um novo ramo enxertado na videira. “Vocês estão limpos pela palavra que vos tenho falado” (v.3). Quem permanece em Cristo é aquele que nasceu de novo, creu pelo ouvir da Palavra, foi transformado pelo Espírito de Deus. 
CARÁTER. “Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto” (v.5). O fruto esperado na vida do discípulo é a reprodução do caráter de Cristo. Os ramos são canais para que a videira frutifique. Permanecendo em Cristo, geraremos o fruto do Espírito (Gálatas 5,22-23) em nossa prática de vida cristã. 
RELACIONAMENTO. A permanência em Cristo consiste em obediência ao seu mandamento: “que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (v.12). A constatação de conversão verdadeira e bem assim da expressão do caráter cristão acontece no desenvolvimento de relações fraternais, via exclusiva para a maturidade espiritual. 
Assim, começamos mais um ano ajustando o foco: PERMANECER EM CRISTO, GERANDO FRUTO. São desafios constantes que merecem reforço de atenção neste momento da nossa história: 
1 – Nossa adoração coletiva deve expressar a vivência da comunhão, incentivando e oportunizando inclusão, cuidado e encorajamento. 
2 – Nossa edificação deve capacitar para a prática dos mandamentos recíprocos despertando para um discipulado menos teórico e mais prático, menos idealista e mais realista, menos espiritualizante e mais eficaz. 
3 – Nossa evangelização deve priorizar testemunho pessoal e desenvolvimento de amizade mantendo eventos de massa mais como ponte para novos relacionamentos do que como único método de comunicação do evangelho. 
São desafios para toda a igreja, para toda a vida, mas que receberão atenção máxima neste ano. Nortearão ações e programas, orientarão ministérios e equipes. Uma vez definidos biblicamente, definirão nossos rumos.